Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

ANP rejeita planos da OGX para Tubarão Azul, diz agência

Pessoas próximas ao assunto disseram que a agência reguladora já concluiu a análise da proposta da petroleira de Eike Batista

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concluiu a análise e rejeitou os planos da petroleira OGX, de Eike Batista, para o campo de Tubarão Azul, disseram duas fontes do governo à Reuters. “Eles propuseram furar poucos poços e a ANP não aceitou”, disse uma das fontes, sob condição de anonimato.

O plano de desenvolvimento do campo estava sob análise da equipe técnica da agência para determinar sua viabilidade econômica, após uma queda na produção. “O plano de Tubarão Azul, na verdade, nunca foi aprovado pela agência, pois sempre teve pendências”, afirmou outra fonte, também com conhecimento direto do assunto, pedindo para não ser identificada.

Leia também:

S&P rebaixa novamente nota de crédito da OGX

Campo de Tubarão Azul, da OGX, deve ser devolvido em 2014, diz agência

Após redução significativa da extração de petróleo no campo de Tubarão Azul nos primeiros meses do ano, a OGX informou ao mercado que deixaria de investir no aumento de produção da área, pedindo autorização da agência para reduzir o ritmo exploratório.

O plano de desenvolvimento está sendo reencaminhado à OGX, que pode propor aperfeiçoamentos. A expectativa no governo, porém, é que a empresa devolva Tubarão Azul devido a sua posição financeira, já que a empresa precisa vender seus ativos para fortalecer seu caixa. As duas fontes disseram ainda que a ANP não concorda com a abreviação na exploração do campo.

A diretora da ANP, Magda Chambriard, chegou a dizer que analisaria “pessoalmente” os dados. Ela afirmou, em julho, que caso não aceitasse o plano de desenvolvimento da OGX, poderia pedir um novo plano. Se a empresa rebatesse dizendo que não havia viabilidade econômica, teria de devolver o campo. Procuradas, a ANP e a OGX não comentaram imediatamente as informações.

Leia ainda:

Coutinho explicará no CAE relação do BNDES com Eike

(com agência Reuters)