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ANP estabelece nível mínimo de estoque de combustível para petrolíferas

Necessidade de armazenar derivados fará com que produtoras invistam mais em terminais e em logística, evitando crises de abastecimento

Por Da Redação 17 Maio 2013, 23h28

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) decidiu que as petrolíferas deverão ter um volume mínimo de combustível em estoque para evitar problemas de abastecimento. A mudança deverá forçar as produtoras a fazer maiores investimentos em terminais e logística.

A resolução, aprovada na noite de quinta-feira, deverá entrar em vigor após um processo que envolve períodos de estudos. “Hoje não existe regulação. O que estamos instituindo é que cada produtor vai ter que obedecer a estoques mínimos de combustíveis”, disse à Reuters o diretor da ANP Florival Carvalho.

A falta de combustível já fez com que alguns pontos no país enfrentassem problemas, como Vitória, Fortaleza e alguns pontos da região Sul. “Apesar de não se vislumbrar risco de desabastecimento sistêmico, ele pode ocorrer pontualmente, como mostraram alguns episódios ocorridos em 2012”, aponta um estudo realizado recentemente pela ANP, referindo-se aos pontos mais críticos.

O mesmo estudo mostra que a necessidade logística para desembarque dos derivados de petróleo aumentou 70% entre 2008 e 2011, e que “essa tendência deve ser mantida, caso não se alterem as condições de oferta doméstica e de crescimento da demanda verificadas nos anos recentes, uma vez que terminais, bases e refinarias estão no limite de capacidade”.

A preocupação da agência com o abastecimento de derivados ocorre em um momento em que a Petrobras, maior petrolífera do país, tem focado em investimentos em exploração e produção, especialmente no pré-sal.

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), a Petrobras aumentou o intervalo das entregas de cargas. Com isso, as distribuidoras, e não a estatal, têm que investir mais em infraestrutura – como os derivados da Petrobras demoram a chegar, os distribuidores precisam ter uma maior capacidade de armazenamento.

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O diretor da ANP prevê que os estoques de derivados de petróleo deverão ser suficientes para três a cinco dias de consumo, mas que o volume será estabelecido em estudos posteriores.

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(com agência Reuters)

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