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Anglo American investirá US$2 bi em 2012 no Minas-Rio

Por Da Redação - 5 abr 2012, 18h34

Por Sabrina Lorenzi

RIO DE JANEIRO, 5 Abr (Reuters) – A Anglo American planeja investir 2 bilhões de dólares em 2012 no projeto Minas-Rio, o maior empreendimento da mineradora no mundo, informou a companhia nesta quinta-feira.

O Minas-Rio está em obras e atingirá, em sua primeira fase, uma capacidade de produção de 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro.

O presidente da unidade de Ferro Brasil da companhia, Paulo Castellari, disse, em entrevista à Reuters, que o projeto terá capacidade para atingir até 90 milhões de toneladas anuais, ante uma estimativa inicial de 75 milhões a 80 milhões de toneladas por ano.

Ele explicou que o projeto tem capacidade para operar em três fases, sendo a primeira iniciada na segunda metade de 2013.

“Existe a possibilidade de criarmos (três) módulos de 30 milhões de toneladas com algumas melhorias operacionais”, disse.

O estudo geológico de pré-viabilidade da expansão do projeto ficou pronto em março e confirma expectativas de potencial de produção.

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“Quando a gente chega perto de iniciar produção, começa a entender, otimizar o processo e vemos que existe este potencial”, disse ele sobre a possibilidade de aumentar a capacidade de produção do projeto.

PROJETO EM DIA

O sistema contempla uma mina de ferro e unidades de beneficiamento em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, ambas em Minas Gerais, além do maior mineroduto do mundo, com 525 quilômetros de extensão.

Para que o projeto alcance todo o seu potencial, porém, ainda há muito chão pela frente. A empresa tem que concluir estudos prévios, iniciar um estudo de viabilidade, aprovar a decisão de ampliar o Minas-Rio, para depois desenvolver o projeto em um processo que pode levar de três a seis anos.

Para a fase atual, segundo Castellari, a empresa está em dia com o projeto, com 60 por cento das obras do mineroduto concluídas, um terço da planta de beneficiamento e dois terços do terminal no Porto do Açu, no qual a Anglo tem parceria com a LLX, do bilionário Eike Batista.

“Todas as licenças de que precisamos neste momento para avançar com o projeto, de acordo com o plano, nós já temos”, disse o executivo.

O projeto, orçado inicialmente em 5 bilhões de dólares, poderá ter gastos extras da ordem de 15 por cento por conta do aquecimento do mercado de construção civil brasileiro.

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