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ANÁLISE-Clima quente faz produtores dos EUA anteciparem plantio

Por Da Redação 22 mar 2012, 15h23

Por Michael Hirtzer

CHICAGO, 22 Mar (Reuters) – Ethan Cox está semeando milho em sua fazenda de 5 mil hectares, em Illinois, mais cedo que o normal este ano, apostando que o prêmio que pode coletar pela entrega da safra precoce vale a pena o risco de danificar geada, de final de primavera no hemisfério norte.

Atraído para o campo neste mês de março, que de longe é o mais quente desde que os registros começaram em 1871, Cox está trabalhando ao lado de dezenas de agricultores em todo o Meio-Oeste, que começaram a semear o que pode vir a ser uma safra recorde semanas antes do normal, de acordo com agrônomos, gerentes de fazendas e analistas que acompanham de perto a atividade agrícola.

A safra poderá perder o auge do calor de verão nos EUA em julho, mas obter um extra de 60 centavos de dólar por bushel em setembro, caso sua aposta compense. A robusta demanda por etanol e anos de baixos estoques domésticos têm colocado um prêmio quase recorde sobre o milho que pode ser entregue no final do verão no hemisfério norte, quando o estoque está mais baixo antes do pico de entrada da safra.

Mas os riscos são altos demais: plantar muito cedo significa abandonar alguns tipos de seguro da safra, e apesar do inverno excepcionalmente ameno, as probabilidades favorecem a ocorrência de outra frente fria pelo menos uma vez este ano. Apenas uma vez no século passado o Meio-Oeste não teve geada entre meados de março e abril.

“Está indo bem, mas temos medo de que possa crescer muito rápido e que uma geada venha matá-la”, disse Cox, em uma pausa de semeadura dos primeiros 400 hectares em sua fazenda, em Greene County, a sudoeste de Springfield.

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Enquanto a grande maioria dos produtores vai optar por esperar até mais perto 15 de abril, quando normalmente ocorre a última geada, relatos sugerem um número recorde já começou a cultivar.

O contrato dezembro milho, que reflete o preço no período de colheita, recuou 3,4 por cento, para 5,55 dólares por bushel, mínima de duas semanas, em uma liquidação técnica somada às ideias de que o plantio irá produzir ampla quantidade de milho.

“O clima está tão bom até agora que há relatos, e nós suspeitamos, relatos muito bons, de que o milho já está sendo plantado em Iowa, Nebraska e Illinois”, disse o investidor Dennis Gartman.

Ele disse à Reuters esta semana que vendeu uma “grande” parte da sua posição de milho.

Traders de Chicago disseram que os fundos de investimento venderam cerca de 36 mil contratos esta semana, maior liquidação este ano.

Os riscos estão maiores do que nunca este ano. Cada bushel da safra de milho dos EUA é necessário para repor os estoques do cereal, que devem encolher para o menor nível em 16 anos antes da colheita do outono. Qualquer escassez na safra poderia fazer os preços subirem de volta para seu recorde de 8 dólares por bushel, aumentando os custos para os consumidores e as empresas de carne.

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