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American Airlines e US Airways podem anunciar fusão este mês

Companhias tentarão chegar a um acordo até 15 de fevereiro, segundo o WSJ

A controladora da American Airlines, AMR Corp, e a US Airways Group Inc. estão discutindo os últimos grandes detalhes de um acordo de fusão que poderá criar a maior companhia aérea do mundo e estão correndo para finalizar um acordo em uma ou duas semanas, disseram pessoas próximas às discussões.

Se o acordo for alcançado, a nova empresa poderá ter uma capitalização de mercado de mais de 10 bilhões de dólares e poderá saltar à frente de United Continental Holdings Inc. como a maior companhia aérea dos Estados Unidos em tráfego. O acordo que envolve todas as ações seria executado como um plano de reorganização que tira a American Airlines do Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA – o que é equivalente à recuperação judicial no Brasil.

Fontes afirmam que as negociações de fusão continuam fluindo, mas podem desmoronar. A American tem resistido a um acordo em vários pontos que reduzem seu respaldo pela Lei de Falências. Pontos importantes do acordo, incluindo como dividir a propriedade da companhia aérea e como organizar assentos no conselho e postos de gestão, ainda precisam ser resolvidos. Os conselhos de ambas as companhias ainda não se reuniram para examinar o acordo, embora representantes da American discutiram na quarta-feira o agendadamento da reunião, disse uma fonte próxima ao assunto.

As discussões agora estão em um estágio avançado, com o presidente-executivo da AMR, Tom Horton, o CEO da US Airways, Doug Parker, e um pequeno grupo de conselheiros negociando detalhes da fusão. Sob contornos atuais da transação, os credores da American seriam donos de cerca de 72% da companhia e os acionistas da US Airways cerca de 28%, segundo as fontes.

As companhias aéreas e seus credores tentarão chegar a um acordo até o dia 15 de fevereiro, segundo o jornal The Wall Street Journal. Mas, algumas fontes ouvidas pela publicação reconheceram que poderá ser difícil cumprir o prazo devido às dificuldades de negociação entre as partes.

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(Com Estadão Conteúdo)