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América Latina recebe investimento estrangeiro direto recorde em 2011 (Cepal)

A América Latina recebeu em 2011 uma cifra recorde de Investimento Estrangeiro Direto (IED), de 153 bilhões de dólares, o que representa 10% do fluxo mundial no período, informou nesta quinta-feira a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal).

A apresentação dos dados foi feita nesta quinta-feira em Santiago, sede do organismo dependente das Nações Unidas.

Em 2010, América Latina recebeu 120,880 bilhões de dólares, contra 81,589 bilhões em 2009.

A máxima histórica anterior foi de 2008, quando os ingressos totalizaram 137,001 bilhões de dólares.

“Trata-se de um montante histórico, que poderá ser superado este ano”, informou a Cepal.

“Apesar da incerteza que ainda reina nos mercados financeiros globais, as economias da América Latina e do Caribe atraíram significativos volumes de investimento estrangeiro direto em 2011, que devem se manter altos em 2012”, disse a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, ao apresentar o relatório em Santiago.

Em 2011, 46% dos ingressos do IED corresponderam ao setor de utilitários, o que, segundo a Cepal, “reflete a confiança das empresas transnacionais e as oportunidades de negócios na região”, que no ano passado apresentou expansão de 4,3%.

Para 2012, a Cepal prevê uma leve desaceleração das economias latino-americanas, com uma expansão média de 3,7%, em meio a um “entorno ainda mais turbulento e incerto”, devido ao “baixo crescimento dos países desenvolvidos”, de acordo com um relatório anterior do organismo de dezembro passado.

Os fluxos de investimento podem ser levemente impactados. “Se a crise na Eurozona adquirir dimensões maiores é possível que os investimentos sejam revertidos, especialmente os europeus”, mas a cifra continuará sendo alta, disse a Cepal.

Segundo as previsões da Cepal, o IED na América Latina flutuará este ano entre uma queda de 2% e um aumento de 8%.

O país que mais recebeu investimentos foi o Brasil, com 66,660 bilhões de dólares, equivalentes a 43,8% do total, seguido por México, com 19,440 bilhões; Chile, com 17,299 bilhões, e Colômbia, com 13,234 bilhões.

O Peru recebeu 7,659 bilhões de dólares, a Argentina 7,243 bilhões, a Venezuela 5,302 bilhões de dólares e o Uruguai 2,528 bilhões.

No caso de Brasil, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai as cifras constituem recordes históricos.

Na América Central, a renda do IED aumentou 36% com relação a 2010, com destaque para os montantes recebidos por Panamá (2,790 bilhões de dólares), Costa Rica (2,104 bilhões) e Honduras (1,014 bilhões). No Caribe, as entradas subiram 20% em comparação com o ano anterior, liderado por República Dominicana, com 2,371 bilhões de dólares.

Para 2012, a Cepal prevê uma leve desaceleração das economias latino-americanas, com uma expansão média de 3,7%, em meio a um “entorno ainda mais turbulento e incerto”, devido ao “baixo crescimento dos países desenvolvidos”, de acordo com um relatório anterior do organismo.