Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Ambev lucra R$ 10,5 bi em 2012, 21% a mais que em 2011

No quarto trimestre lucro da companhia avançou 22,7%, para R$ 3,6 bilhões de reais, acima da previsão de analistas

Por Da Redação 27 fev 2013, 10h06

A Ambev encerrou o quarto trimestre com lucro líquido de 3,72 bilhões de reais, 22,7% maior na comparação anual, o que permitiu somar um resultado líquido em todo o ano de 2012 de 10,5 bilhões de reais, 21,6% maior do que o número de 2011.

O resultado do quarto trimestre veio acima do esperado pelo mercado, de 3,6 bilhões de reais, impulsionada por aumento do volume de vendas e de preços dos produtos. A companhia afirmou que investirá para aumentar ainda mais sua capacidade de produção para se preparar para a Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil.

No quarto trimestre, a receita líquida cresceu 20,9% na comparação com 2011 e alcançou 10,13 bilhões de reais, enquanto o volume das vendas avançou 3,2% no período. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou 5,498 bilhões de reais, expansão de 22,4%, enquanto a margem passou de 53,6% para 54,4%. Analistas estimavam, em média, Ebita de 5,3 bilhões de reais e margem de 53,6%.

Já o custo dos produtos vendidos (CPV) por hectolitro (equivalente a 100 litros) avançou cerca de 17% no último trimestre de 2012 sobre o mesmo período de 2011, para 61,5 reais, em meio a custos mais altos com commodities como cevada, alumínio e açúcar. No ano, o CPV por hectolitro teve crescimento 13,7%, para 60,6 reais.

Leia também:

Gestão brasileira no Burger King e na Ambev conquista Buffett

Justiça americana quer impedir compra do Grupo Modelo pela AB Inbev

Perspectivas – A empresa avalia este primeiro trimestre de 2013 como “desafiador” para o mercado brasileiro, especialmente porque o carnaval foi mais cedo este ano e às condições meteorológicas estão “ligeiramente piores”, em meio a fortes chuvas.

Continua após a publicidade

Para o ano, a Ambev afirmou que a indústria de cerveja no país terá aumentos de impostos em abril e outubro, mas que aumento real do salário-mínimo e esforços do governo para estimular economia devem ajudar o setor. A indústria cresceu 3,2% no país em 2012 e a expectativa da Ambev é de desempenho em torno dos mesmos níveis este ano.

A expectativa é de investimento de cerca de 3 bilhões de reais, quase o mesmo número de 2012, de 3,01 bilhões de reais. Segundo a Ambev, o valor previsto representa um quarto ano de nível recorde de investimentos.

A companhia afirmou que aumentará capacidade de produção da marca norte-americana de cerveja Budweiser e investirá para que sua cadeia de suprimentos esteja pronta para a Copa do Mundo de 2014, além das já anunciadas novas cervejarias em Minas Gerais e Paraná.

A Ambev estimou no balanço que o CPV por hectolitro no Brasil em 2013 deve crescer entre um dígito alto e dois dígitos baixos, impulsionada por aumentos de impostos no país, desvalorização do real e matérias-primas mais caras. A previsão para a receita líquida por hectolitro no Brasil é de expansão de um dígito alto, após reajustes de preços em 2012 e maior foco em marcas premium e distribuição direta.

Conglomerado – A Anheuser Busch Inbev (AB Inbev), holding que controla a Ambev e a maior cervejaria do mundo em vendas, informou também nesta quarta-feira que seu lucro líquido atribuível aos acionistas caiu 2,9% no quarto trimestre de 2012, para 1,76 bilhão de dólares, ante igual período de 2011. Entre outubro e dezembro de 2012, a Anheuser Busch Inbev afirmou que sua receita subiu 8,8%, para 10,29 bilhões de dólares, enquanto o Ebitda (lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado cresceu 9,9%, para 4,39 bilhões de dólares.

AB Inbev afirmou que espera que 2013 seja mais um ano de “desafios e incertezas no ambiente econômico global”. Este ano, a empresa vai continuar investindo na sua principal linha de produtos, “mantendo uma rigorosa disciplina de custos e buscando melhora de margem”. A AB Inbev planeja expandir a sua posição nos mercados mais importantes e gerar um fluxo de caixa maior a ser reinvestidos em crescimento.

O volume de vendas nos EUA será impactado no primeiro trimestre pelo clima adverso e uma pressão de curto prazo sobre a renda disponível do consumidor. A empresa espera que o volume de vendas de cerveja no Brasil cresça entre dígitos únicos baixos e medianos no ano cheio.

(com agência Reuters)

Continua após a publicidade
Publicidade