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Aluguel comercial dispara, mas rendimento ainda fica abaixo da Selic

Locação de salas sobe 11,21% em doze meses, quase cinco vezes a valorização dos imóveis; retorno bruto chega a 7,63% ao ano

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 set 2026, 11h00 | Atualizado em 24 set 2026, 11h22
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O preço pedido para alugar um imóvel comercial está avançando em velocidade muito maior do que o valor desses mesmos ativos. Nos doze meses encerrados em agosto, os aluguéis de salas e conjuntos comerciais subiram 11,21%, enquanto os preços de venda avançaram apenas 2,20%, segundo o Índice FipeZap Comercial.

A diferença fez a rentabilidade bruta estimada do aluguel comercial alcançar 7,63% ao ano, acima dos 6,14% registrados nos imóveis residenciais. O movimento favorece proprietários que já possuem salas alugadas, mas ainda deixa uma conta menos atraente para quem pensa em comprar um imóvel exclusivamente para gerar renda. 

Isso porque a Selic está atualmente em 13,75% ao ano. A diferença para o retorno bruto médio dos aluguéis comerciais é de 6,12 pontos percentuais — antes mesmo de despesas como condomínio, manutenção, impostos, períodos de vacância ou inadimplência que podem reduzir a renda efetivamente recebida pelo proprietário. 

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A comparação não é perfeita: imóveis podem se valorizar e possuem perfil de risco, liquidez e horizonte de investimento diferentes da renda fixa. Ainda assim, ela ajuda a explicar por que a disparada dos aluguéis não foi acompanhada pelos preços de venda. Com crédito caro, compradores encontram alternativas financeiras de retorno elevado, enquanto empresas tendem a preservar caixa e optar pela locação.

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Em agosto, o aluguel comercial avançou 1,01% apenas no mês. No acumulado de janeiro a agosto, a alta chegou a 8,50%, contra apenas 1,86% na venda. O preço médio anunciado de locação ficou em 54,23 reais por metro quadrado. 

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O resultado é uma combinação incomum: ocupar uma sala comercial ficou rapidamente mais caro, mas ser dono dela não ficou muito mais valioso. Enquanto os juros permanecerem em patamar elevado, a distância entre essas duas curvas ajuda a explicar por que o mercado de locação corre muito mais do que o de compra e venda.

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