Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Alta nas exportações faz PIB espanhol cair só 0,1% no 2º tri

Na comparação com os doze meses anteriores, o PIB espanhol caiu 1,6%, um décimo a menos do que o número registrado no boletim anterior

Por Da Redação - 29 ago 2013, 06h05

Uma alta de 6% nas exportações de abril a junho e a melhora da demanda interna fizeram com que a economia espanhola tivesse uma queda de apenas 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, informou nesta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). A evolução trimestral do PIB espanhol confirma a estimativa adiantada pelo instituto há um mês.

Levando-se em conta dos doze meses anteriores, o PIB espanhol caiu 1,6%, um décimo a menos do que o número registrado no boletim anterior, como os dados do primeiro trimestre. Já o emprego caiu 3,8% na comparação com 2012, sete décimos a menos do que no levantamento do trimestre anterior.

Embora a contribuição da demanda interna ao PIB continue sendo negativa, a queda do consumo dos lares se moderou a 0,1%, uma melhoria que também se produz na comparação anualizada, o que o INE atribuiu à evolução menos negativa da remuneração dos assalariados.

Gastos públicos – A despesa em consumo das Administrações Públicas voltou a crescer no segundo trimestre (0,9%), embora tenha permanecido negativa em uma comparação anualizada. O investimento retrocedeu entre abril e junho 2,1% devido a um novo ajuste no investimento em construção, que desceu a 4,5%, enquanto o investimento em bens de capital mostrou uma melhora, já que avançou a 2,9%.

Publicidade

Em relação ao setor exterior cabe assinalar a recuperação das importações, que cresceram quase no mesmo ritmo que as exportações (5,9%). Já na oferta, todos os ramos de atividade seguem mostrando quedas anualizadas, embora tenham caído menos que no trimestre anterior.

O INE publicou hoje também uma série trimestral atualizada do PIB, na qual a economia espanhola acumula nove trimestres em baixa, ao invés de oito, já que a recaída ocorreu no segundo trimestre de 2011 e não no terceiro, como haviam calculado inicialmente.

(Com agência EFE)

Publicidade