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Alta em casos de Covid-19 causa onda de cancelamentos de voos no Brasil

52 voos previstos da Latam não irão decolar nesta segunda, segundo a companhia; segundo levantamento do site FlightAware, Azul teve 91 decolagens afetadas

Por Larissa Quintino Atualizado em 10 jan 2022, 12h35 - Publicado em 10 jan 2022, 11h40

Com a chegada da variante Ômicron, os casos de Covid-19 no país dispararam. Por causa da vacinação, não é observado um aumento de óbitos, mas não quer dizer que a nova variante não cause diversos transtornos. Com uma taxa de transmissão mais rápida, a cepa tem infectado mais gente e causando afetado serviços, como voos. Em todo o mundo, mais de 2,7 mil voos foram cancelados nesta segunda-feira, segundo o site de monitoramentos de voos, FlightAware. Segundo o portal, a Azul têm 91 voos cancelados nesta segunda-feira, sendo a oitava companhia mais prejudicada, um total de 10% das operações.

Procurada, a companhia confirma que há um aumento de casos em sua tripulação, mas não informou o número de cancelamentos nesta segunda ou no restante da semana, e afirmou que os voos são afetados também por outros fatores, como manutenções não programadas em aeronaves e condições meteorológicas de aeroportos e que mais de 90% de suas operações estão funcionando normalmente. Segundo dados da companhia, divulgados pelo Sindicato dos Aeronautas, divulgado na última sexta-feira, as dispensas médicas cresceram 405% em janeiro de 2022 em relação à média dos últimos 12 meses. A Latam, que aparece com 46 voos afetados no levantamento, informou nesta segunda-feira, ao todo, 52 voos nacionais e internacionais foram cancelados devido o aumento de casos de Covid-19 e Influenza.  Além disso, a empresa divulgou que outros 69 voos durante terça-feira, 11, e domingo, 16, foram afetados.

“A LATAM informa que, em função do recente aumento de casos de Covid-19 e de Influenza, precisou cancelar no Brasil cerca de 1% dos voos domésticos e internacionais programados pela companhia dentro e de/para o país durante todo o mês de janeiro”, afirma em nota. A Gol informou que não teve impactos em sua escala devido o aumento dos casos de Covid-19.

Em nota, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)  afirmou que está monitorando os casos de doenças respiratórias causadas em pilotos, comissários e demais profissionais do setor aéreo, e que também está acompanhando as empresas para garantir o cumprimento da prestação de assistência aos passageiros. Em caso de cancelamento, a empresa aérea deve oferecer o reembolso ou a reacomodação do passageiro em outro voo da companhia. A agência, entretanto, aconselha que, antes de ir ao aeroporto, os passageiros verifiquem o status do voo para evitar deslocamentos desnecessários. 

Segundo o Ministério do Turismo, o setor aéreo vinha em recuperação da demanda desde o primeiro choque da Covid-19, que derrubou a demanda aérea a partir de abril de 2020. Segundo a pasta, em dezembro de 2021, a malha aérea doméstica alcançou 84,7% do registrado antes da pandemia de Covid-19. As companhias aéreas nacionais registraram, em média, 2.036 decolagens diárias. Já em março de 2020, o número era de 2,4 mil partidas diárias. 

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