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Alta do dólar pressiona subsídio concedido pelo governo ao preço do diesel

O valor, de acordo com a ANP, depende de fatores como variação do dólar e do preço do petróleo. Em agosto

Por Redação 28 ago 2018, 16h53

A alta do dólar e a nova fórmula de cálculo da subvenção do diesel devem pressionar o preço do combustível, reduzindo o alívio da subsídio negociado pelo governo durante a greve dos caminhoneiros. Para encerrar a paralisação, o governo congelou o preço do diesel e concedeu um subsidio de 0,30 centavos de real, além de uma isenção de impostos de 0,16 centavos de real.

Uma nova fórmula de cálculo divulgada nesta segunda-feira pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) define a subvenção do período de 31 de agosto a 31 de dezembro.

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, disse que o aumento do dólar nos últimos dias, que superou a cotação de 4 reais, vai ocasionar elevação dos preços do combustível nas refinarias. “Quando o governo fizer o cálculo para definir o valor a ser cobrado em setembro, o comportamento da moeda americana vai influenciar para cima e superar o subsidio de 0,30 centavos de real. Essa situação deve permanecer nos próximos meses, caso a cotação do dólar se mantiver em alta”, explicou Pires

Segundo o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, o valor do diesel depende de fatores como variação do dólar e do preço do petróleo. “Não sei se (o diesel) vai aumentar, depende da evolução do câmbio e do preço do petróleo em relação ao preço anterior”, disse Oddone.

  • Segundo ele, a subvenção continuará a ser paga até que acabem os 9,5 bilhões de reais concedidos pelo governo para garantir o desconto no preço do diesel para o consumidor.

    “Pegamos a paridade de importação, que é o preço de referência internacional mais o custo para colocar no terminal brasileiro, e agregamos o custo médio de cada região brasileira para dar o preço de referência para comercialização de diesel, com a subvenção”, explicou.

    O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta terça-feira, 28, que a crescente alta do dólar não deverá prejudicar o acordo que o governo fez com os caminhoneiros, embora admita que o preço do diesel possa ter um aumento. “Todos nós sabemos que o preço do combustível no Brasil é regido pelo mercado internacional. O que nós pactuamos é que ele vai variar no que diz respeito ao diesel; ele vai variar de 30 em 30 dias”, afirmou. “Então, poderá ter variação para cima ou para baixo. Nesse momento com dólar subindo, a tendência é que a gente tenha algum aumento”, disse.

    Só neste mês, o dólar acumula uma alta de mais de 10% frente ao real. Pesquisa de preços da ANP mostra que o preço médio do litro do diesel atingiu 3,449 reais na semana encerrada em 25 de agosto, levemente acima dos 3,448 reais do levantamento anterior.

    Com Estadão Conteúdo.

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