Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Alta da Selic em 2013 começará em abril, prevê Focus

Expectativa é que novo ciclo de aperto monetário se inicie no quarto mês do ano que vem, e não mais em março, como projetado na pesquisa anterior

A pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC) trouxe mudanças nas projeções para a decisão em quatro das oito reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) em 2013. A expectativa agora é que o novo ciclo de aperto monetário comece em abril e não em março de 2013, como projetado na pesquisa divulgada semana passada.

Depois de encerrar 2012 em 7,25% ao ano, a taxa básica de juros deve ser mantida neste patamar na reunião de janeiro – previsão que não mudou em relação à pesquisa da semana passada. Para março, a projeção caiu de 7,38% para 7,25%, indicando novamente a manutenção dos juros. Para as reuniões de abril, maio e julho de 2013, as estimativas continuam sendo de uma Selic em 7,5%. A projeção para agosto foi revista para cima, de 7,75% para 7,88%. Para outubro, foi revisada para baixo, de 8,25% para 8,13%. Para novembro, caiu de 8,38% para 8,25%.

Copom na semana – O mercado manteve a aposta de que, nesta quarta-feira, o Copom reduzirá a Selic dos atuais 8,0% para 7,5% ao ano. Já a mediana das estimativas para o patamar da taxa no fim de 2012 segue em 7,25%, o que significa um corte adicional de mais 0,25 ponto neste ano.

Leia mais:

Mercado espera corte de 0,5 ponto percentual na Selic

A pesquisa mostra ainda manutenção das expectativas para o juro médio em 8,47% neste ano e em 7,63% em 2013. Quatro pesquisas antes, analistas esperavam juro médio de 8,53% em 2012 e de 7,81% no ano que vem.

Inflação – O mercado financeiro elevou, pela sétima semana seguida, a projeção de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2012, que subiu de 5,15% para 5,19% somente na última semana, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a previsão estava em 4,98%. Para 2013, a projeção manteve-se em 5,50% pela nona semana seguida.

A projeção de aumento da inflação para os próximos 12 meses caiu de 5,66% para 5,64%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,55%.

Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 na pesquisa do BC, a previsão para o IPCA em 2012 no cenário de médio prazo subiu de 5,15% para 5,20%. Para 2013, a previsão dos cinco analistas ficou em 5,50%. Há um mês, o grupo apostava em alta de 4,99% e 5,50% para cada ano, respectivamente.

Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em agosto teve ligeira alta, de 0,35% para 0,37%, acima do 0,31% previsto há um mês. Para setembro, a previsão seguiu em 0,40% pela 19ª semana.

PIB – A previsão de crescimento da economia brasileira foi reduzida pela quarta semana consecutiva, caindo de 1,75% para 1,73%. Há quatro semanas, estava em 1,90%. Para 2013, a aposta permaneceu em 4%, abaixo dos 4,05% verificados há quatro semanas.

A projeção para o setor industrial em 2012 passou de uma retração de 1,20% para um resultado negativo de 1,55%. Para 2013, a projeção passou de crescimento de 4,4% para 4,5%. Um mês antes, a pesquisa apontava estimativa de queda de 0,44% neste ano e de expansão de 4,3%, em 2012.

Analistas reduziram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2012, de 35,27% para 35,25%. Para 2013, a projeção se manteve em 34%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 35,50% e 34,06% do PIB para cada um dos dois anos.

Câmbio – A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2012 e 2013 seguiu em dois reais pela terceira semana seguida. Para o fim de agosto e de setembro, as expectativas são de um dólar pouco acima desse patamar, a 2,02 reais.

O mercado financeiro também sustentou a previsão de taxa média de câmbio em 1,94 real em 2012 e em 1,99 real em 2013. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em 1,93 real neste ano e em 1,95 real no próximo ano.

(com Agência Estado)