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ALL já vai repassar parte do reajuste do diesel

Cerca de 40% do aumento já constará nos contratos da companhia de logística a partir desta quarta-feira, procedimento que também é feito quando há desconto no preço do combustível

Por Da Redação - 6 mar 2013, 12h59

A América Latina Logística (ALL) deve repassar de imediato parte do reajuste no preço do diesel anunciado pela Petrobras nesta terça-feira, afirmou o diretor de relações com investidores da empresa, Rodrigo Campos, nesta quarta-feira. “Repassamos 40% do aumento do diesel para contratos imediatamente, da mesma forma quando cai. Se tem 10% de aumento, repassamos 4%”, afirmou o executivo em teleconferência com analistas.

A Petrobras anunciou na noite de terça-feira que reajustará o preço do óleo diesel nas refinarias em 5% a partir de quarta-feira, buscando alinhamento aos valores praticados no mercado internacional e reduzir os prejuízos verificados em sua divisão de Abastecimento. Esta é a segunda vez que a Petrobras mexe no preço do combustível no ano. Em 30 de janeiro, a Petrobras elevou os preços da gasolina e do diesel, em 6,6% e em 5,4%, respectivamente.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) avaliou nesta quarta-feira que o novo reajuste do preço do diesel deverá ser repassado nas bombas em um percentual inferior, mas os custos maiores com o combustível terão impacto na economia, especialmente para a agricultura, já que é usado no transporte rodoviário de cargas e em vários outros setores. O repasse imediato é menor porque o diesel tem uma mistura de biodiesel, de 5%, que dilui em parte o reajuste. Além disso, existem as margens dos postos, das distribuidoras, que também interferem no valor vendido na bomba.

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Campos, da ALL, falou ainda a companhia vê positivamente o plano de concessão de ferrovias do governo, mas prefere atuar como uma operadora de serviços do que como construtora de vias férreas. “Vemos com bons olhos toda essa iniciativa do governo de construir ferrovias. Agora, quando a olhamos para novas concessões, a gente se vê mais como operador do que como construtor de ferrovias”, afirmou.

A ALL já construiu ferrovias e mais recentemente concluiu o projeto de expansão ferroviária de Alto Araguaia a Rondonópolis, no Mato Grosso, mas considera que no modelo adotado para as novas concessões será mais vantajoso para a empresa atuar com operadora. “Nesse modelo, dada a escala da ALL, acho que devemos ser competitivos como operador. Vemos oportunidade mais como operador de transporte do que concessionário”, destacou Campos.

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Questionado sobre as concessões de portos, o presidente da empresa, Eduardo Pelleissone, afirmou ser “natural” a análise dos projetos pela empresa. A companhia divulgou na véspera que encerrou o quarto trimestre com prejuízo de 20,5 milhões de reais, ante perdas de 32,5 milhões um ano antes.

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