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Alemanha rejeita pedido da Grécia para extensão de acordo de empréstimo

Ministério das Finanças da Alemanha diz que solicitação não atende às exigências da zona do euro. Proposta grega não incluiu medidas de austeridade

Por Da Redação 19 fev 2015, 11h35

O ministério das Finanças da Alemanha rejeitou a nova proposta da Grécia para extensão de seis meses do acordo de empréstimo com a zona do euro, alegando que o país não atende às condições definidas pelo bloco. “A carta de Atenas não é uma proposta que leva a uma solução substancial”, disse o porta-voz do ministério Martin Jaeger em comunicado. “Na verdade, vai na direção de um empréstimo-ponte (de curto prazo), sem atender às exigências do programa. A carta não atende aos critérios acertados pelo Eurogrupo na segunda-feira.”

O governo grego enviou nesta quinta-feira o pedido ao presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem. Uma fonte disse à AFP que a proposta não incluiu a ampliação de todo o plano de resgate em vigor desde 2010 devido às medidas de austeridade. Segundo ela, o governo de Alexis Tsipras pediu a ampliação do acordo de empréstimo com o compromisso de garantir um equilíbrio orçamentário nos próximos seis meses.

No documento, o país ainda diz que estaria disposto a promover “reformas imediatas contra a evasão fiscal e a corrupção e, paralelamente, medidas para fazer frente à crise humanitária e reativar a economia”. De acordo com a fonte, o acordo pretende dar mais tempo ao governo grego para apresentar à zona do euro “um novo contrato para a reativação e o crescimento no período 2015-2019, que inclui um plano de “redução da dívida, como prevê a decisão de 2012 dos ministros das Finanças europeus”.

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Sinal positivo – Para o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, o pedido da Grécia é um bom ponto de partida para um novo compromisso com a zona do euro. “Juncker teve inúmeros contatos e vê sinais positivos na carta de Atenas, que abre caminho para um compromisso razoável”, disse seu porta-voz Margaritis Schinas em coletiva de imprensa.

(Com agência Reuters e France-Presse)

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