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Alemanha quer plano rígido para evitar novos escândalos como o da carne de cavalo

Falhas na rede de detecção de irregularidades devem ser consertadas rapidamente; criação de um sistema único na Europa pode melhorar a eficiência na descoberta de fraudes; na Grã-Bretanha, quase um terço dos adultos parou de consumir alimentos prontos

Por Da Redação - 18 fev 2013, 18h35

A Alemanha anunciou nesta segunda-feira um plano de ação nacional para frear o escândalo europeu do uso fraudulento de carne de cavalo em alimentos processados que irá além da proposta da Comissão Europeia.

Foi o que anunciou Ilse Aigner, ministra de nutrição, agricultura e defesa do consumidor, depois de se reunir em Berlim com os representantes do ramo alimentício de todos os estados federados.

Durante a reunião, foi estabelecido aprovar mais sanções para os produtores, maior controle na rede de distribuição e uma melhora do acompanhamento dos alimentos através dos rótulos.

Ilse, que afirmou que o plano será implementado “o mais rápido possível”, destacou, da nova proposta, o estabelecimento de um “sistema de alarme adiantado” efetivo e uma equipe de competências por níveis administrativos – europeu, nacional e regional – que melhore sua eficiência.

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O programa, que ainda deve ser articulado tecnicamente, parte da base que a atual rede de detecção de irregularidades no setor alimentício falhou, como ficou patente com o escândalo da carne de cavalo em alimentos que deviam conter exclusivamente carne bovina.

Ainda não se sabe, reconheceu a ministra, se os casos descobertos de carne de cavalo são representativos do alcance do escândalo ou “se isso é só a ponta do iceberg”.

Os dez pontos do plano de ação visam a melhorar o controle sobre os alimentos, obrigar os distribuidores a informar sobre qualquer anomalia detectada em seus produtos e aumentar as punições legais aos fraudadores, tanto em nível econômico quanto penal.

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Enquanto isso, os casos de produtos com carne de cavalo etiquetados de forma enganosa continuam surgindo na Alemanha, onde vários grandes distribuidores como Lidl, Aldi e Tengelmann retiraram diferentes pratos preparados.

Além disso, foram registrados pelo menos três positivos em teste realizados pelas autoridades sanitárias da região oeste do país.

Grã-Bretanha – Quase um terço dos adultos na Grã-Bretanha parou de consumir alimentos prontos devido ao escândalo, enquanto 7% pararam de comer qualquer tipo de carne, segundo uma pesquisa publicada no último domingo. A pesquisa da ComRes, encomendada pelos jornais Sunday Mirror e The Independent on Sunday, mostrou que 31% dos adultos pararam de consumir alimentos prontos.

De acordo com a pesquisa, 53% dos entrevistados é favorável à proibição da importação de todos os produtos de carne até que sua origem seja verificada. Cerca de 44% consideraram que o governo britânico respondeu bem à crise, enquanto 30% discordaram.

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Na sexta-feira passada, a Agência de Padrões de Alimentos (FSA, na sigla em inglês) do país informou que 29 das 2.501 amostras de carne bovina testadas na Grã-Bretanha recentemente continham DNA equino.

(com EFE e Estadão Conteúdo)

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