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Alemanha quer cortar mais rápido incentivos à energia solar

BERLIM, 25 Jan (Reuters) – O ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Norbert Roettgen, quer apresentar reduções nos incentivos do país à energia solar dentro de três meses, até 1o de abril, à luz da forte expansão contínua no maior mercado do mundo.

Mas Roettgen disse que quer deixar sem mudanças o caminho para novas instalações fotovoltaicas com algo entre 2,5 gigawatts (GW) e 3,5 GW por ano, repelindo a demanda da coalizão de partidos Democracia Livre de limitar novas instalações em 1 GW por ano.

Roettgen, um aliado conservador da chanceler Angela Merkel, disse que se opunha a limitar as instalações na Alemanha em 1 GW por ano, como o ministro da Economia, Philipp Roesler, o líder da coalizão partidária, havia solicitado.

“Minha meta é mudar a lei, efetivamente, a partir de 1o de abril”, disse Roettgen a jornalistas após uma reuião com membros democrata-cristãos do Parlamento para discutir uma rapidez nos cortes nas tarifas subsidiadas, vital para a indústria até que os preços da energia fotovoltaica caiam a níveis similares aos da produção de energia convencional.

“É importante que nós atuemos rápido”, adicionou Roettgen. “Uma cobertura concreta poderia sufocar a indústria”, disse ele, referindo-se ao setor em que mais de 100 mil empregos foram criados na década passada.

Roesler alertou ser contra se tentar cortar muito tão rápido. Ele disse que era importante que as mudanças sejam apoiadas pela Câmara Alta do Parlamento, onde o apoio dos partidos de oposição será necessária para que a medida passe rapidamente.

(Por Markus Wacket)