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Alemanha e França firmam compromisso com o euro

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, fazem coro às declarações do presidente do BCE, Mario Draghi, de que é preciso fazer tudo para salvar a união monetária

Por Da Redação 27 jul 2012, 13h33

Mercados animaram-se após a declaração conjunta dos líderes das maiores economias do euro

Depois de o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmar que a instituição fará de tudo para salvar o euro, é a vez da Alemanha e da França também firmarem o compromisso.

Depois de conversarem por telefone, nesta sexta-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, afirmaram que estão decididos a fazer de tudo para proteger a união monetária europeia.

“Os Estados membros, assim como as instituições europeias, devem assumir suas responsabilidades em seus respectivos setores”, disse o comunicado conjunto dos dois países. Com isso, as principais bolsas europeias voltaram a registrar fortes altas, estimuladas não só pelo respaldo alemão ao compromisso com o euro expressado por Draghi, mas também pelos dados sobre o crescimento nos Estados Unidos.

As maiores altas foram vistas nas bolsas de Madri, com ganho de 3,91%, e de Milão, com valorização de 2,93%. Os índices dos principais títulos também apresentaram relevante ganho em Paris (+2,28%), Frankfurt (+1,62%) e Londres (+0,97%).

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Segundo analistas, os mercados acreditam que o BCE deve retomar em breve a compra de bônus públicos no mercado secundário (onde são negociados os títulos já emitidos pelos Estados), operações estas que não têm sido realizadas desde fevereiro. O Banco Central alemão, Bundesbank, no entanto, se opõe a essa possibilidade. “Nossa opinião não mudou com relação ao programa SMP (nome da medida adotada em maio de 2010)”, disse na sexta-feira um porta-voz da instituição, classificando-a de “problemática”.

Nesta sexta-feira, a agência Reuters publicou notícia falando que a Espanha pode pedir mais dinheiro para a União Europeia, caso os custos da captação de dívida subam para patamares insustentáveis. Esse dinheiro poderia ser de 300 bilhões de euros e não 100 bilhões de euros como acordado anteriormente.

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(com Agence France-Presse)

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