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Alckmin diz que Brasil manterá negociação com EUA para reverter tarifaço

Alckmin também destacou a importância dos Estados Unidos para a economia brasileira

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 ago 2026, 12h20
Alckmin diz que Brasil manterá negociação com EUA para reverter tarifaço Priorizar nos meus resultados Google

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira, 31, que o Brasil não pretende abandonar as negociações com os Estados Unidos para tentar reduzir as tarifas impostas a produtos brasileiros. Segundo ele, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é manter o diálogo aberto com o governo de Donald Trump e discutir tanto questões tarifárias quanto outros pontos de interesse dos dois países.

“Nós não vamos sair da mesa de negociação. Essa é a orientação do presidente Lula”, afirmou Alckmin durante o Macro Day, evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.

Uma nova rodada de negociações foi marcada após a conversa entre Lula e Trump. Pelo lado brasileiro, participarão das discussões os ministros Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e Mauro Vieira, das Relações Exteriores, além de assessores da Presidência da República.

Alckmin afirmou que o governo pretende levar diferentes assuntos à mesa na tentativa de chegar a um acordo com os Estados Unidos. Entre os temas está o projeto Redata, que cria incentivos para a instalação de data centers no Brasil e é considerado de interesse dos norte-americanos.

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Segundo o vice-presidente, a proposta deve ser votada pelo Congresso ainda nesta semana e tem potencial para atrair até 1 trilhão de reais em investimentos. A estratégia aproveitaria a oferta de energia renovável disponível no Brasil para ampliar a instalação de centros de processamento de dados no país.

O governo também pretende avançar na regulamentação do setor de mineraistari críticos. Para Alckmin, não há restrições sobre os assuntos que poderão ser discutidos com os Estados Unidos.

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“Não tem tema proibido. Todos os temas tarifários e não tarifários podem e devem ser colocados. Nós temos tudo para ir para um ganha-ganha”, disse.

Relação comercial com os EUA

Alckmin também destacou a importância dos Estados Unidos para a economia brasileira. Embora a China seja atualmente o principal parceiro comercial do Brasil, os EUA são o maior destino das exportações brasileiras de produtos manufaturados e o principal investidor estrangeiro no país.

De acordo com o vice-presidente, cerca de 4 mil empresas norte-americanas estão instaladas no Brasil. Ele também ressaltou que os Estados Unidos mantêm superávit comercial na relação com o país.

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Os dados mais recentes da balança comercial mostram que o comércio com os norte-americanos já apresenta sinais de desaceleração. Em julho, as exportações brasileiras para os EUA recuaram 5%, passando de 3,8 bilhões de dólares para 3,6 bilhões de dólares.

No mesmo mês, a balança comercial brasileira registrou superávit de 7,1 bilhões de dólares, alta de 1% em relação a julho de 2025, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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O governo, porém, afirma que ainda não é possível relacionar a queda das exportações ao tarifaço norte-americano. A tarifa adicional de 25% entrou em vigor somente em 29 de julho, no fim do período analisado.

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