Alckmin diverge de Lula e defende manutenção da taxa das blusinhas
Presidente em exercício afirma que mudança não está em discussão e cita defesa da indústria nacional como prioridade
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou que não existem mudanças previstas para a “taxa das blusinhas” e ainda defendeu que a manutenção do imposto sobre compras internacionais de até 50 dólares é essencial para proteger empresas brasileiras.
Enquanto o novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu o fim da cobrança, Alckmin sai em defesa do imposto. Recentemente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também classificou a taxa como desnecessária e disse que governo prepara pacote voltado à economia popular.
O argumento de Alckmin é que não existe uma decisão dentro do governo para mudar essa taxação no momento, e que mesmo com o imposto, o importado ainda pagaria menos tributos do que a indústria nacional. Além disso, o presidente em exercício também enfatizou que a “taxa das blusinhas” auxilia na proteção de empresas brasileiras.
Entenda o que é essa taxa
A chamada “taxa das blusinhas” ficou conhecida por atingir diretamente compras de menor valor feitas em plataformas estrangeiras populares entre consumidores brasileiros, especialmente em sites de moda, eletrônicos e acessórios. Por isso, a medida acabou gerando forte reação nas redes sociais e desgaste político para o governo entre a população de renda média e baixa.
Nos bastidores, o debate opõe dois interesses distintos. De um lado, representantes do varejo nacional defendem a tributação argumentando que empresas brasileiras enfrentavam concorrência desigual diante de produtos importados com carga tributária menor. De outro, consumidores pressionam por preços mais baixos e pelo acesso facilitado a mercadorias vendidas no exterior.
A fala de Alckmin sinaliza que, apesar das críticas recentes dentro do próprio governo, ainda não há consenso para uma mudança imediata nas regras. O tema ganhou relevância adicional porque a equipe econômica estuda medidas voltadas ao consumo e à melhora da popularidade presidencial. Caso o governo opte por rever a cobrança futuramente, a decisão poderá impactar tanto a arrecadação quanto o desempenho do comércio eletrônico nacional, além de influenciar o custo final pago pelos brasileiros em compras internacionais.







