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Alckmin diverge de Lula e defende manutenção da taxa das blusinhas

Presidente em exercício afirma que mudança não está em discussão e cita defesa da indústria nacional como prioridade

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 abr 2026, 10h42 | Atualizado em 17 abr 2026, 11h11
Alckmin diverge de Lula e defende manutenção da taxa das blusinhas Priorizar nos meus resultados Google

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou que não existem mudanças previstas para a “taxa das blusinhas” e ainda defendeu que a manutenção do imposto sobre compras internacionais de até 50 dólares é essencial para proteger empresas brasileiras.

Enquanto o novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu o fim da cobrança, Alckmin sai em defesa do imposto. Recentemente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também classificou a taxa como desnecessária e disse que governo prepara pacote voltado à economia popular. 

O argumento de Alckmin é que não existe uma decisão dentro do governo para mudar essa taxação no momento, e que mesmo com o imposto, o importado ainda pagaria menos tributos do que a indústria nacional. Além disso, o presidente em exercício também enfatizou que a “taxa das blusinhas” auxilia na proteção de empresas brasileiras.

Entenda o que é essa taxa

A chamada “taxa das blusinhas” ficou conhecida por atingir diretamente compras de menor valor feitas em plataformas estrangeiras populares entre consumidores brasileiros, especialmente em sites de moda, eletrônicos e acessórios. Por isso, a medida acabou gerando forte reação nas redes sociais e desgaste político para o governo entre a população de renda média e baixa.

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Nos bastidores, o debate opõe dois interesses distintos. De um lado, representantes do varejo nacional defendem a tributação argumentando que empresas brasileiras enfrentavam concorrência desigual diante de produtos importados com carga tributária menor. De outro, consumidores pressionam por preços mais baixos e pelo acesso facilitado a mercadorias vendidas no exterior.

A fala de Alckmin sinaliza que, apesar das críticas recentes dentro do próprio governo, ainda não há consenso para uma mudança imediata nas regras. O tema ganhou relevância adicional porque a equipe econômica estuda medidas voltadas ao consumo e à melhora da popularidade presidencial. Caso o governo opte por rever a cobrança futuramente, a decisão poderá impactar tanto a arrecadação quanto o desempenho do comércio eletrônico nacional, além de influenciar o custo final pago pelos brasileiros em compras internacionais.

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