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Ajuda a bancos será detalhada “provavelmente” dia 20

Reunião de líderes de Finanças dos países europeus está marcada primeiramente para a próxima segunda-feira, mas pode não ser definitiva

Os ministros de Finanças da zona do euro devem celebrar outra reunião no dia 20 de julho para decidir os detalhes do programa de ajuda ao setor financeiro da Espanha, informaram nesta quarta-feira fontes europeias. Segundo elas, é provável que as novas avaliações sobre os bancos espanhóis, encomendadas às consultorias, ainda não estejam prontas até a próxima segunda-feira, dia 9 de julho, quando os líderes financeiros se reunirão em Bruxelas, Bélgica.

Assim, o Memorando de Entendimento que dita as condições da ajuda às instituições financeiras da Espanha teria uma nova data para ser apresentado: 20 de julho, provavelmente. O ministro espanhol de Economia, Luis de Guindos, disse nesta terça-feira em Madri que “está negociando com a Comissão” europeia as condições de ajuda aos bancos, para poder anunciar a quantidade necessária já em 9 de julho.

O porta-voz para assuntos econômicos, Simon O’Connor, disse que a missão de avaliação na Espanha está indo bem. “Podemos chegar a um acordo político na segunda-feira, mas que será firmado mais adiante”, antes do final de julho. Um diplomata disse ainda que há muitas coisas na agenda desta segunda-feira além de Espanha, entre elas a ajuda a Chipre e Grécia.

Condições – Além do montante, o Memorando de Entendimento precisará as condições do empréstimo, entre elas os vencimentos, os períodos de carência e as taxas de juros a serem pagas pelo crédito. De Guindos já havia dito que tentaria obter créditos “de longo prazo, com período de carência e taxas reduzidas”. Ele também afirmou que seriam levados em conta os acordos preliminares com vencimentos de “ao menos 15 anos e taxas de juros entre 3% e 4%”. Bruxelas também deverá definir as condições (reformas) que serão exigidas pela Espanha em troca desta ajuda.

“O processo (de negociação) está bastante avançado e, a princípio, tudo parece indicar que o fundo de resgate europeu permanente, representado pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) estará disponível” para proporcionar esta ajuda, disse Luis de Guindos.

Cenário – No início de junho, a União Europeia se comprometeu a oferecer uma linha de crédito à Espanha de até 100 bilhões de euros para recapitalizar seus bancos, fortemente afetados pelo estouro da bolha imobiliária em 2008. Foram feitos, posteriormente, duas avaliações pelas consultorias Roland Berger e Oliver Wyman sobre a quantia exata de que as instituições necessitam – na faixa de 16 a 62 bilhões de euros. Porém, uma segunda avaliação está sendo feita para se chegar a um número exato, que permitiria a redação do Memorando de Entendimento na íntegra.

(Com agência France-Presse)