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AIE prevê revolução internacional do xisto até 2020

Por enquanto, EUA é o país que melhor dominou a tecnologia para extrair a commodity, mas Rússia e América Latina estão investindo no setor

A revolução do xisto, que transformou a indústria petroleira nos Estados Unidos, se espalhará para outros continentes antes do fim da década. Esta previsão é mais otimista do que a projetada anteriormente pela Agência Internacional de Energia (AIE). Segundo a AIE, questões legais, políticas e de investimentos têm limitado a evolução da produção de xisto em outros países, mas isso está mudando mais rápido do que o esperado.

O uso de técnicas para ter acesso a reservas até então inacessíveis de petróleo de xisto transformaram a indústria americana, colocando os EUA na rota para se tornar o principal produtor da commodity até 2020. A AIE lembrou que Rússia e América Latina estão se preparando para utilizar novas tecnologias de extração em uma escala muito maior.

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Uma análise de cenário dos próximos cinco anos mostra que a produção de petróleo de xisto fora dos EUA pode alcançar 650 mil barris por dia até 2019. Para a agência, a demanda global por petróleo deve crescer mais lentamente após 2015, atingindo uma alta de 7,6 milhões de barris por dia em 2019.

“Enquanto a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) permanece como um fornecedor vital para o mercado, ela enfrenta significativos desafios para expandir a capacidade”, afirmou Maria van der Hoeven, diretora-executiva da AIE.

Desafios – Nos últimos dias, a insurgência sunita contra o governo do Iraque, de liderança xiita, impulsionou os preços do petróleo. O aumento na produção do Iraque será responsável por 60% do crescimento da produção da Opep nos próximos cinco anos, mas, mesmo desconsiderando os atuais conflitos, o Iraque enfrenta sérios desafios por causa de gargalos crônicos na infraestrutura.

Bagdá almeja uma produção de 8,5 milhões a 9 milhões de barris por dia até 2020, mas a AIE cortou a estimativa para a capacidade de produção do Iraque em cerca de 500 mil barris por dia, para apenas 4,5 milhões de barris por dia em 2019. “Por causa da precária situação política e de segurança no Iraque, a projeção é carregada de riscos negativos”, ressaltou a AIE.

(com Estadão Conteúdo)