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Agências da Caixa abrem neste sábado para consultas ao FGTS

A maioria das dúvidas são em relação a contas com problemas cadastrais

Agências da Caixa abriram as portas neste sábado para os trabalhadores tirarem dúvidas sobre saques de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A maioria das dúvidas são em relação a contas com problemas cadastrais, que não aparecem em consultas na internet. São casos de empresas que não informaram o afastamento dos funcionários ou fizeram o depósito em um CNPJ diferente do informado na carteira de trabalho, beneficiários com mais de um número de PIS ou que mudaram de nome.

Em todo o país, foram abertas 1.891 agências, com 25.620 funcionários a postos. No edifício sede da Caixa, em Brasília, cinco pontos se prepararam para atender a demanda, mas quem chegava para tirar dúvidas não encontrava fila. Até as 11 horas, haviam sido feitos apenas 29 atendimentos.

Quem conseguiu resolver os problemas na agência já pode deixar programada a opção de recebimento e, para quem tem contas na Caixa, é possível autorizar o depósito automático do dinheiro.  Antevendo a demanda alta por informações, a Caixa econômica aumentou em 20% a capacidade dos servidores para evitar problemas nos sites e triplicou a capacidade para o atendimento telefônico. De acordo com o vice presidente de Tecnologia do banco, José Eirado, não foram registradas dificuldades. “O número de pessoas acessando os sites da Caixa nos últimos dias foi o dobro do que tivemos na Mega Sena da Virada, uma de nossas maiores demandas”, explicou.

Foram feitos mais de 60 milhões de acessos ao site e mais de 1 milhão de ligações para o atendimento por telefone. Nas agências, nos últimos três dias foram mais de 1 milhão de atendimentos presenciais, de acordo com os dados do órgão.

Os recursos das contas inativas poderão ser sacados de 10 de março a 31 de julho, de acordo com um cronograma baseado na data de nascimento do beneficiário. Mais de 30 milhões de brasileiros poderão retirar o dinheiro, o que deverá injetar R$ 35 bilhões na economia. Pode sacar o dinheiro quem tem contas que se tornaram inativas até 31 de dezembro de 2015.

(com Estadão Conteúdo)