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Aeroporto de Brasília terá investimentos de R$ 750 milhões

Montante será usado para reforma dos terminais 1 e 2 e a construção de um terminal com 15 novas posições de embarque, divididas em dois píeres

Por Da Redação - 11 out 2012, 11h21

O consórcio Inframérica Aeroportos investirá 750 milhões de reais no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, até a Copa de 2014. Os investimentos incluem a reforma dos terminais 1 e 2 e a construção de um terminal com 15 novas posições de embarque, divididas em dois píeres. Isso aumentará as pontes de acesso aos aviões de 13 para 28. O estacionamento será dobrado e terá três mil vagas.

O consórcio, formado pelas empresas Infravix e Corporación América, venceu o leilão do aeroporto, realizado em fevereiro, por 4,501 bilhões de reais. No fim de novembro, a Inframérica Aeroportos passa a operar o aeroporto, que ainda está nas mãos da Infraero. A concessão é de 25 anos e prevê investimentos de 2,8 bilhões de reais ao longo desse período. A capacidade do aeroporto passará de 15,4 milhões de pessoas por ano para 41 milhões na última fase.

‘Ordem de serviço’ – Em 20 de julho, a empresa apresentou na data limite à Anac e à Secretaria de Aviação Civil (SAC) a documentação e as garantias necessárias, incluindo a apólice de seguro, para a “emissão da ordem de serviço da concessão” do aeroporto. A emissão do documento representa um passo importante no processo de transferência da administração do aeroporto ao concessionário privado.

A ‘ordem de serviço’ é um documento da Anac que autoriza a concessionária a iniciar a fase de transferência das operações. A partir do momento que é editada, a empresa tem dez dias para apresentar um Plano de Transferência Operacional (PTO) à agência reguladora, a qual possui mais vinte dias para emitir um parecer favorável ou não à proposta. Se for aprovada, começa a fase de transição. A Infraero, pouco a pouco, vai repassando ao consórcio a gestão do local. Encerradas todas essas etapas, Brasília ficará sob a responsabilidade do Inframerica, o que deve ocorrer somente em novembro.

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A Anac destacou, em julho, que, para a Copa do Mundo em 2014, está prevista a construção no aeroporto de Brasília de um novo terminal com capacidade para, no mínimo, 2 milhões de passageiros por ano e pátio de aeronaves para 24 posições, entre outros pontos. Até o final da concessão estão estimados investimentos de 2,85 bilhões de reais no hub da capital federal.

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Mudança – O governo segue em processo de estruturação de um novo modelo de concessão para os aeroportos que ainda serão licitados. No fim de agosto, a presidente Dilma Rousseff disse que, além da necessidade de “ter um padrão” na prestação de serviços aeroportuários compatível com o tamanho da movimentação dos aeroportos nacionais, o país terá de “dar conta” dos terminais regionais. Ela emendou: “Estamos estruturando um programa de aeroportos regionais que necessariamente terá de ter um apoio. Em alguns casos, haverá subsídios”, completou.

Em setembro, uma comitiva brasileira visitou grandes aeroportos europeus para conhecer sua gestão e especular sobre o interesse das concessionárias locais em se associar, no papel de minoritárias, à Infraero na operação de grandes aeroportos do país. Participaram da comitiva o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, e do presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Todos eles voltaram da Europa com um claro recado da empresa que não admitirão participar de um negócio que seria controlado por uma estatal.

O projeto ainda não está fechado, mas a expectativa é que o novo modelo saia ainda em outubro.

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(Com Agência Estado)

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