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Advertência da SP’s tem motivação política, diz membro do BCE

A advertência da agência de classificação Standard & Poor’s aos países europeus tem uma motivação política, denunciou nesta terça-feira o austríaco Ewald Nowotny, membro do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE).

“O momento escolhido para lançar esta advertência, e sua amplitude, têm um contexto claramente político”, declarou Nowotny, também governador do Banco Central Austríaco (OeNB) em um fórum em Viena.

A agência de classificação não se “dirige apenas a um país, mas a todo o conjunto da Eurozona. Isto significa que se trata de uma declaração política ligada à cúpula” da UE, realizada na sexta-feira em Bruxelas, acrescentou.

“É um problema quando a política entra nas avaliações das agências de classificação. A política deve fixar por si mesma as suas prioridades”, considerou o banqueiro.

A agência americana Standard & Poor’s colocou na segunda-feira “sob vigilância negativa” a classificação a longo prazo de quinze países da Eurozona, incluindo Alemanha, Áustria, Finlândia, França, Luxemburgo e Holanda, seis países com a nota máxima: AAA.

A decisão da S&P ocorreu pouco depois do anúncio do presidente francês, Nicolas Sarkozy, e da chefe de governo alemã, Angela Merkel, do projeto de um “novo tratado” europeu destinado a ajudar a Europa a sair de forma duradoura da crise da dívida.

Esta proposta deve ser discutida pelos líderes europeus na sexta-feira em Bruxelas.

O presidente dos ministros das Finanças da Eurozona, Jean-Claude Juncker, apelidou de “exagerada” e “injusta” a ameaça da agência de classificação.