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Acordo com a Grécia ‘ainda é possível’, diz Angela Merkel

Em meio às negociações sobre a dívida grega, chanceler alemã disse que Atenas está no caminho certo, mas cobrou o comprometimento com as reformas propostas pelos credores

Por Da Redação - 18 jun 2015, 07h06

Em meio a negociações cada vez mais tensas entre a Grécia e os credores internacionais, a chanceler alemã Angela Merkel afirmou nesta quinta-feira que um acordo sobre a dívida grega “ainda é possível”. “Onde há vontade, há um caminho”, disse Merkel, em discurso à câmara baixa do Parlamento alemão. “Se aqueles que estão no poder na Grécia tiverem essa vontade, um acordo com as três instituições ainda é possível”, acrescentou, referindo-se aos credores de Atenas, que incluem a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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A Grécia está a caminho de deixar de pagar 1,6 bilhão de euros ao FMI no dia 30 de junho. O calote pode ser evitado caso os credores liberem um pacote de socorro externo no valor de 7,2 bilhões de euros. Para isso, no entanto, eles exigem que o governo implemente mais medidas de austeridade – rejeitadas pelo premiê Alexis Tsipras.

A expectativa é que o impasse chegue a um estágio crucial durante a cúpula da UE do próximo dia 25. Nesta quinta, os ministros de Finanças da zona do euro – que formam o Eurogrupo – realizam seu encontro mensal, em Luxemburgo, e a questão grega será um dos principais assuntos em debate.

Cobrança – Em seu discurso no Parlamento, Merkel lembrou que, em fevereiro, o governo de Alexis Tsipras fechou um compromisso com os credores para ter acesso aos 7,2 bilhões de euros restantes do programa de ajuda. “O governo grego se comprometeu a fazer reformas estruturais de longo alcance”, disse a chanceler. “Essas (reformas) devem ser implementadas agora de forma decisiva.”

Segundo Merkel, a exemplo de outros países da zona do euro que receberam ajuda, a Grécia está na trajetória certa, embora não tenha chegado ainda a seu destino final. “Infelizmente, algumas reformas necessárias foram adiadas mais de uma vez”, lamentou Merkel. O governo do premiê Tsipras ainda tem a esperança de conseguir amenizar as exigências de reformas feitas pelos credores para liberar auxílio financeiro adicional.

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(Com Estadão Conteúdo)

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