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Ações de elétricas disparam após aumento de indenizações

Papéis chegaram a subir 28% na bolsa após publicação da MP 591, que aumenta o valor das indenizações a serem pagas para as elétricas

Por Da Redação 30 nov 2012, 11h41

As ações de Eletrobras e de Cteep dispararam na BM&FBovespa nesta sexta-feira, após o governo ter elevado indenizações de transmissoras de energia elétrica para estimular a adesão das companhias ao processo de renovação de concessões antecipadas do setor.

As ações preferenciais classe B da Eletrobras fecharam com alta de 22,28% e as ordinárias em 16,3%. Enquanto isso, a Cteep avançava 15,42% e o Ibovespa fechou em queda de 0,65%. No início do pregão, o papel preferencial da Eletrobras chegaram a subir 28%. As ações preferenciais da Cteep fecharam em alta de 4,55% e as ordinárias em 12,14%.

Eletrobras comemora – A Eletrobras disse que a publicação da Medida Provisória (MP) 591, que corrige o valor das indenizações às elétricas que optarem pela prorrogação de seus contratos conforme definido pela MP 579, assegura condições significativamente mais favoráveis que as inicialmente consideradas para um cenário de prorrogação de contratos, “embora os valores reconhecidos pelo poder concedente não tenham ainda sido regulamentados”.

Segundo comunicado,a empresa ressalta que, caso a assembleia de acionistas delibere pela prorrogação dos contratos, a “decisão não terá impacto sobre as obrigações assumidas pela Eletrobras e por suas controladas, as quais serão honradas nas formas contratualmente firmadas”. A assembleia geral extraordinária (AGE) da empresa acontece nesta segunda-feira (3).

Esta decisão, de acordo com a empresa, tampouco implicará impedimento para que a Eletrobras promova novas captações de recursos, “uma vez que é assegurado por seu acionista controlador o oferecimento de garantias que lhe permitam condições de mercado favoráveis.”

A Eletrobras afirma ainda que permitir a prorrogação dos contratos seria garantir mais 30 anos de “relevante participação da Eletrobras no mercado nacional de energia”.

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BovespaO desempenho fraco do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a preocupação com o abismo fiscal e os dados econômicos nos Estados Unidos acabaram com as esperanças de a Bovespa encerrar o último dia do mês no azul. Mesmo assim, a Bolsa conseguiu registrar ganho no mês.

Perto do fim da sessão desta sexta-feira, a melhora dos papéis da Vale impediu uma queda maior. Em contrapartida, Petrobras e siderúrgicas puxaram o Ibovespa para baixo. Já as empresas do setor de energia subiram, incentivadas pela Medida Provisória (MP) 591, que altera alguns pontos da MP 579.

Com isso, o Ibovespa encerrou com declínio de 0,65%, aos 57.474,57 pontos. No mês, o ganho encolheu para 0,71% e, no ano, para 1,27%. Na mínima do dia, o índice atingiu 56.704 pontos (-1,99%) e, na máxima, 58.031 pontos (+0,31%). O giro financeiro somou 13,007 bilhões de reais – o maior volume do mês. Os dados são preliminares.

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(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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