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Ações da Vale sobem 9% e ajudam a impulsionar alta do Ibovespa

Papéis subiram após companhia anunciar a desativação de barragens iguais à de Brumadinho; decisão do banco central dos EUA também influenciou alta da Bolsa

A Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 1,42% nesta quarta-feira, 30, fechando em 96.996,21 pontos. Puxaram o índice para cima a decisão do Banco Central do EUA (Fed) de manter postura paciente quanto à alta de juros e a disparada das ações da Vale em 9,03%, após anúncio da desativação de barragens com características similares às de Mariana e Brumadinho. O dólar fechou quase estável, com pequena alta de 0,056%, vendido a 3,72 reais.

Na terça-feira, 29, o presidente da mineradora, Fábio Schvartsman, disse que a Vale vai paralisar a operação em dez barragens a “montante”, ou seja, que vão sendo ampliadas conforme o rejeito aumenta. A característica é comum tanto no desastre em Mariana, de 2015, quanto no de Brumadinho. A medida representará uma redução na produção de 40 milhões de toneladas por ano de minério de ferro, o equivalente a 10% da volume total da companhia.

Especialistas indicaram um efeito positivo no mercado. Isso porque, os acionistas estão mais seguros de que um desastre semelhante não ocorrerá novamente e possuem, agora uma ideia do prejuízo numérico que a empresa vai enfrentar quanto à produção. 

Estados Unidos

Como a Vale tem grande influência na Ibovespa, o índice já estava em pequena alta até uma hora antes do fechamento do pregão. No entanto, a pontuação disparou a partir das 17 horas, após a nota sobre a reunião do Fed ser divulgada. A instituição manteve o atual patamar dos juros de referência no país, entre 2,25% e 2,5% e reiterou uma postura “paciente” com novas altas de juros – foram quatro em 2018.

Segundo o Fed, a medida é justificada pela inflação “contida” e os “recentes eventos econômicos e financeiros”.

“Os gastos dos consumidores continuaram crescendo fortemente, e o investimento empresarial fixo moderou o ritmo depois da intensidade do início do ano passado”, acrescenta a nota.

Os indicadores mostram o bom estado da economia dos EUA, com uma taxa de desemprego de 3,9% ao término de 2018, em nível de pleno emprego. Já a inflação está controlada em torno da meta anual estabelecida pelo próprio banco central, de 2% anual.

Segundo Pablo Spyer, da corretora Mirae, a medida era esperada pelos investidores. “O mercado reagiu de maneira eufórica. A expectativa é que os hiatos entre as altas de juros aumentem”, relata.

(Com EFE)