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Ações da BRF recuam após Arábia Saudita restringir compra de frango

Maior importador de frango restringiu a compra de carne de frango produzida no Brasil para apenas 25 dos 58 frigoríficos habilitados

As ações da BRF operavam em queda de 3,88% na tarde desta terça-feira, 22, após a Arábia Saudita anunciar a suspensão da compra de carne de frango de alguns frigoríficos brasileiros. Entre os descredenciados estão plantas da BRF e da JBS.  Os papéis da JBS apresentavam leve desvalorização, de 0,58% às 14h57.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), dos 58 frigoríficos habilitados para exportar carne de frango para a Arábia Saudita, apenas 25 foram autorizados a continuar a venda de carne ao país. Na prática, apenas trinta efetivamente exportavam, então o impacto da restrição dos sauditas é sobre cinco unidades. “As razões informadas para a não autorização das demais plantas habilitadas decorrem de critérios técnicos. Planos de ação corretiva estão em implementação para a retomada das autorizações”, afirmou em nota.

Segundo o Ministério da Agricultura, o serviço sanitário da Arábia Saudita enviou um relatório atualizando os frigoríficos aos quais foi permitido vender carne aos sauditas.  Autoridades do país estiveram no Brasil em outubro de 2018 para visitar frigoríficos, fazendas e fábricas de ração. Perguntado sobre a justificativa da restrição, o ministério se limitou a dizer que “ainda está examinando o relatório e encaminhará aos estabelecimentos as recomendações apresentadas”.

De acordo com a pasta, o grupo dos 25 frigoríficos que continuam credenciados a vender carne ao país árabe foi responsável por 63% das exportações de frango, equivalente a 437 mil toneladas ao país. A Arábia Saudita é o maior importador do produto.

Procurada, a BRF não se manifestou até esta publicação. A JBS disse que não iria se posicionar sobre o assunto.