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Ações da Braskem despencam após conselho aprovar recuperação extrajudicial

Com dívidas de 11 bilhões de dólares, queima de caixa da companhia é o que mais preocupa os analistas

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 ago 2026, 15h12 | Atualizado em 24 ago 2026, 15h19
Ações da Braskem despencam após conselho aprovar recuperação extrajudicial Priorizar nos meus resultados Google

As ações da Braskem operam em forte queda na B3, a bolsa de valores brasileira, após a companhia confirmar que foi autorizada pelo conselho de administração a protocolar um pedido de recuperação extrajudicial com o objetivo de reestruturar dívidas que somam quase 11 bilhões de dólares (cerca de 57 bilhões de reais pelo câmbio atual).

Por volta das 14h35, as ações preferenciais classe A (BRKM5), as mais negociadas da companhia e que compõem (pelo menos, até o momento) o Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro, despencavam 6,31% e eram negociadas a 4,75 reais cada. Trata-se da menor cotação deste pregão até agora. Já as ações ordinárias (BRKM3) recuavam 4,35% para os 3,96 reais. As preferenciais classe B (BRKM6) permaneciam estáveis em 7 reais.

De acordo com o comunicado desta segunda, a recuperação extrajudicial envolverá apenas as dívidas financeiras. Outras obrigações, tais como dívidas com fornecedores e demais stakeholders, não entrarão no processo. A Braskem acrescenta que as obrigações com esses credores “permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos”.

A rigor, a notícia da recuperação extrajudicial não surpreendeu ninguém, dada a deterioração da situação da companhia nos últimos tempos. No fim do primeiro semestre, a petroquímica contava com apenas 3,9 bilhões de reais em caixa. A cifra representa uma baixa de 747 milhões de reais na comparação com a posição de março. A queima de caixa, aliás, é um dos pontos que preocupam os analistas. No acumulado do primeiro semestre, a companhia já consumiu 6,6 bilhões de reais do caixa, que encerrou 2025 com 10,5 bilhões de reais.

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Segundo a coluna Radar Econômico de VEJA, a recuperação extrajudicial só foi viabilizada, graças ao apoio dos grandes bancos brasileiros, que detêm 28% da dívida da Braskem. Com isso, a empresa conseguiu driblar os bancos estrangeiros que exigiam condições mais duras para aprovar a medida. Outro apoio importante foi dado pela Petrobras, com quem a companhia possui uma dívida de 2 bilhões de dólares.

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