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Ações da American Airlines despencam quase 80% após concordata

Nova York, 29 nov (EFE).- As ações de AMR, matriz da terceira maior companhia aérea dos Estados Unidos, a American Airlines, caíam nesta terça-feira quase 80% na Bolsa de Nova York após a empresa entrar em concordata para poder reestruturar sua elevada dívida e reduzir seus custos.

Duas horas depois do início do pregão nova-iorquino, os títulos da companhia aérea perdiam 79,01% e acabaram sendo vendidos a apenas US$ 0,34.

Nas operações eletrônicas anteriores à abertura da sessão em Wall Street, a companhia já havia caído mais de 60%, o que fez com que no início do pregão regular sua cotação fosse paralisada.

Depois de mais de meia hora, foram retomadas as contratações dos títulos da empresa, que começaram com uma queda superior a 80%.

A empresa perdeu quase todo seu valor na bolsa desde que começou o ano, já que entre janeiro e novembro acumulou uma queda de 95,71%.

Enquanto isso, seus concorrentes mais diretos, United Continental e Delta Airlines, registravam altas substanciais nesta terça-feira: a primeira de 6,82% e a segunda de 3,5%.

A contundente queda das ações da terceira maior companhia aérea dos Estados Unidos acontece depois que a empresa foi forçada a entrar em concordata nesta terça-feira e recorreu ao capítulo 11 da lei de falências do país para reestruturar sua elevada dívida, que chega aos US$ 29,55 bilhões.

A empresa também tentará reduzir seus custos em um contexto no qual os elevados preços dos combustíveis e dos custos trabalhistas pressionaram as companhias aéreas deste país.

A empresa garantiu que manterá suas operações com normalidade e que seus novos pedidos de aviões – entre os quais se encontra o maior da história da indústria, de 460 aviões da Boeing e Airbus – não serão afetados.

As ações da companhia já tinham vivido um duro golpe em outubro passado, quando sua cotação teve que ser interrompida em mais de cinco ocasiões ao registrar queda de mais de 30% quando começaram a ficar mais fortes os rumores sobre sua possível moratória.

A companhia perdeu US$ 884 milhões nos primeiros nove meses de 2011, 57,8% a mais do que durante o mesmo período de 2010, e desde 2007 obteve apenas um trimestre de lucro. EFE