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Acionistas do Cruzeiro do Sul estão de mãos atadas

Negociações das ações do banco poderão ficar suspensas por até 180 dias

Por Ana Clara Costa 4 jun 2012, 20h38

Por volta das 9h40 desta segunda-feira, antes da abertura do mercado acionário, a BM&FBovespa suspendeu as negociações do papel CZRS4, do banco Cruzeiro do Sul, que sofreu intervenção do Banco Central após irregularidades terem sido levantadas em seus ativos. A bolsa brasileira exigiu maiores explicações do BC antes de voltar a negociar o papel. Mas, até o fechamento do mercado, as ações continuavam congeladas e poderão permanecer desta forma pelos próximos seis meses.

Diante deste cenário, o investidor que aplicou seus recursos nos papéis do banco fica de mãos atadas. Sem poder vender ou efetuar qualquer operação com as ações, terá de aguardar a avaliação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) sobre as contas da instituição. O FGC garante que o banco continuará operando normalmente e que todos os seus compromissos com clientes e investidores serão mantidos. Contudo, em coletiva na tarde desta segunda-feira, o diretor-executivo do FGC, Antonio Carlos Bueno, afirmou que a suspensão das negociações pode demorar. “Elas (as ações) não podem ser negociadas ainda porque não sabemos ao certo quanto elas valem mesmo”, disse

Apenas na última semana, as ações do banco, consideradas “small caps” e pouco líquidas na bolsa, perderam mais de 40% de seu valor. Cerca de 25% da perda ocorreu na última sexta-feira, quando rumores de que o banco seria comprado pelo BTG Pactual foram publicados na imprensa. Segundo analistas, o mercado entendeu a possibilidade de compra como uma evidência de que a situação patrimonial do banco não ia bem, já que ele vinha sendo investigado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo BC há, pelo menos, dois meses.

O Fundo, por sua vez, argumenta que o banco não está “quebrado”, e que todos os clientes que tiverem investimentos na instituição terão seus rendimentos honrados.

(Com reportagem de Naiara Infante Bertão)

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