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Acidentes da Noar e da Team guardam coincidências que vão além do mesmo modelo de avião

Empresário que ajudou a fundar as duas companhias aéreas é representante das aeronaves LT-410 no Brasil

A Noar Linhas Aéreas, empresa que operava a aeronave LT-410, que caiu no Recife no último dia 13, matando 16 pessoas, possui muitas coisas em comum com a Team Linhas Aéreas. O empresário Mario Cesar Soares Moreira, também coronel da Força Aérea Brasileira (FAB) e piloto de caça, fundou ambas as empresas.

Na primeira, Moreira participou como consultor e instrutor de pilotos, em 2009. Já na Team – companhia aérea de pequeno porte e que opera voos para a cidade de Macaé, no Rio de Janeiro, grande polo de exploração de petróleo e gás – ele aparece como sócio fundador. Outro ponto coincidente é o envolvimento com um desastre aéreo. Em 2006, um avião do mesmo modelo (LT-410), da Team, caiu no município fluminense de Rio Bonito, matando 17 pessoas. Moreira é também o representante dessas aeronaves no Brasil.

As similaridades não param por aí. Assim como a Noar, que possuía apenas duas aeronaves, a Team tinha uma frota bem restrita na época do acidente: apenas três aviões – todos do mesmo modelo. O relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), divulgado um ano após o acidente, apontava como causas do desastre os erros dos pilotos, além de falhas de manutenção e treinamento.

O empresário também é colega de longa data de Carlos Pellegrino, atual diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) – que foi igualmente coronel da FAB e piloto de caça. Pellegrino, inclusive, chegou a trabalhar na Team como diretor de qualidade e treinamento, entre 2007 e 2008, ao lado de David da Costa Faria Neto, atual superintendente de Segurança Operacional da Anac, que era diretor de manutenção da empresa aérea.

Correção, 22 de julho de 2011 – Ao contrário do que foi divulgado na matéria de 20 de julho de 2011, o comandante Mário Cesar Moreira não era sócio, e sim consultor e instrutor da Noar Linhas Aéreas, além de representante das aeronaves LT-410 no Brasil – que caíram em 2006, no Rio de Janeiro, e 2011, em Recife. A informação foi confirmada pelo site de VEJA por meio da Junta Comercial do Estado de Pernambuco e de informações dadas pelo próprio empresário.