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Acelerar o ritmo de cortes está fora do ‘baralho’ do Banco Central

Copom manterá a magnitude das reduções da Selic em 0,5 ponto percentual, sem intensificar os cortes, devido a preocupações com a inflação e cenário externo

Por Luana Zanobia 26 set 2023, 12h44

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil delineou seus planos de prosseguir com a redução gradual da taxa básica de juros, a Selic, sugerindo cortes da mesma magnitude, de 0,5 ponto percentual.  O banco já reduziu por 2 vezes consecutivas a taxa de juros, estando agora em 12,75%, o valor mais baixo registrado desde junho de 2022.

Ainda que o plano seja de continuar com a redução, o Copom salientou a importância de abordar os cortes futuros com prudência, para assegurar a estabilidade econômica do país. Foi consenso entre os membros do comitê que é preciso manter um ritmo moderado de cortes para garantir um processo de desinflação eficaz e sustentável. Foi comunicado que é pouco provável intensificar a frequência de cortes, a menos que ocorram desenvolvimentos positivos que reforcem a confiança na tendência desinflacionária. Mesmo que a inflação esteja em trajetória de queda, ela ainda permanece acima do objetivo estabelecido, marcando 4,61% nos últimos 12 meses, em comparação com a meta central de 3,25%.

As projeções de mercado indicam uma expectativa de que a inflação oficial encerre o ano em 4,86%. Nesse contexto, o Copom reitera que é necessária uma postura de cautela. Um ponto crucial sublinhado é a importância do cumprimento das metas fiscais, tendo em vista sua relevância para ancorar expectativas inflacionárias e, por consequência, para definir a estratégia da política monetária.  “O Comitê seguiu avaliando que, entre as possibilidades que justificariam observarmos expectativas de inflação acima da meta estariam as preocupações no âmbito fiscal, receios com a desinflação global e a possível percepção, por parte de analistas, de que o Copom, ao longo do tempo, poderia se tornar mais leniente no combate à inflação”, diz o documento.

O governo estabeleceu zerar o déficit das contas públicas no próximo ano e o Comitê ressalta a necessidade crucial de aderência estrita às metas fiscais, visto que estas são fundamentais para a ancoragem das expectativas de inflação e, consequentemente, para a orientação da política monetária. “Tendo em conta a importância da execução das metas fiscais já estabelecidas para a ancoragem das expectativas de inflação e, consequentemente, para a condução da política monetária, o Comitê reforça a importância da firme persecução dessas metas”, diz o documento.

Além disso, o panorama econômico global atual também tem peso nas decisões do Copom. A ata cita riscos como a desaceleração global mais intensa que o antecipado e as repercussões de políticas monetárias restritivas sincronizadas no cenário internacional. O comitê ainda destaca que a manutenção e possíveis novas elevação das taxas de juros dos Estados Unidos e a perspectiva de menor crescimento na China, são fenômenos que exigem maior atenção por parte de países emergentes, como o Brasil.

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