Ação da Casas Bahia acumula desvalorização de 80% em 2026 e chega a R$ 0,64
Varejista enfrenta prejuízo bilionário, fecha lojas e tenta reduzir custos enquanto valor de mercado é de R$ 660 milhões
As ações da Casas Bahia (BHIA3) chegaram a 0,64 reais nesta sexta-feira, 14, após recuarem 1,54% na sessão. O papel acumula uma desvalorização de cerca de 80% em 2026 e vem de uma sequência de quedas nas últimas semanas. Em 14 de julho, a ação era negociada a 1,08 reais, o que representa uma queda de aproximadamente 41% em apenas um mês. O valor de mercado da varejista está atualmente em cerca de 660 milhões de reais.
A deterioração do preço das ações ocorre em meio a um processo de reestruturação da companhia, que vem reduzindo sua operação física e buscando melhorar a geração de caixa. A situação financeira ajuda a explicar a pressão sobre os papéis. No primeiro trimestre de 2026, a Casas Bahia registrou prejuízo líquido de 1,06 bilhão de reais, mais que o dobro dos 408 milhões de reais negativos registrados no mesmo período de 2025. A piora foi atribuída principalmente às pressões financeiras em um cenário de juros elevados.
O fechamento de lojas faz parte do plano de transformação da companhia, que prevê acompanhamento da rentabilidade de cada unidade e encerramento de operações que não geram valor. A estratégia vem sendo adotada nos últimos anos como uma forma de reduzir despesas e concentrar recursos em operações consideradas mais rentáveis.
Ação perde valor em ritmo acelerado
O movimento recente mostra a intensidade da queda. Em 21 de julho, os papéis fecharam a 0,91 reais, com baixa de 9,90%. No dia seguinte, recuaram mais 8,79%, para 0,83 reais. Em 7 de agosto, a ação caiu 8,86%, para 0,72 reais, e nesta sexta-feira chegou aos 0,64 reais.
Em apenas um mês, entre 14 de julho e 14 de agosto, o valor do papel caiu de 1,08 para 0,64 reais. A sequência reforça a pressão enfrentada pelos investidores enquanto a empresa tenta equilibrar a operação, reduzir o endividamento e recuperar a rentabilidade.
Procurado por Veja Negócios, o Grupo Casas Bahia ainda não se manifestou sobre o tema desta reportagem. O espaço segue aberto.







