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Abit quer margem de preferência em licitações de 25%

Por Wladimir D’Andrade

São Paulo – O diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, disse que a entidade vai defender junto ao governo federal o aumento da margem de preferência para produtos nacionais do setor em processos de licitação, dos atuais 8% para o máximo permitido pela legislação brasileira, de 25%. O dirigente disse que o atual decreto, que regulamenta a legislação para licitações por setores, tem validade até maio, o que leva o governo e o setor a negociar novas condições.

“O decreto tem de ser revisto até maio pois o prazo atual vai se encerrar. Queremos a alíquota máxima, de 25%”, afirmou Pimentel, antes da cerimônia de assinatura de um novo convênio do Programa de Exportação da Indústria da Moda Brasileira (Texbrasil), nesta tarde, na capital paulista. De acordo com ele, a margem de preferência permitiria às empresas brasileiras compensar a desvantagem que sofrem com o câmbio valorizado.

Pimentel também disse que a Abit vai apresentar ao governo federal, dentro de 20 dias, estudos técnicos para aplicação de salvaguardas para o setor, a fim de proteger a indústria nacional dos produtos importados.

Objetivo do acordo

O convênio do Texbrasil para o biênio 2012/2013 visa incrementar parcerias entre governo e empresas privadas a fim de promover exportações e a internacionalização da indústria têxtil brasileira. “A meta é colocar, em cerca de cinco anos, a indústria têxtil no patamar que ela estava no final do século 20, quando era responsável por 1% do comércio mundial do setor”, disse Pimentel. Para isso, afirmou o dirigente, as exportações brasileiras terão de aumentar do atual US$ 1,5 bilhão para US$ 6 bilhões por ano.