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Abilio Diniz diz que governo se reaproximou de empresários

O empresário disse, no entanto, que não tem participado de encontros por ter passado muito tempo fora do Brasil

O empresário Abilio Diniz afirmou que existe uma “boa aproximação” entre o governo Dilma Rousseff e o empresariado brasileiro. Em entrevista a jornalistas, depois de um evento de varejo em São Paulo, no entanto, o executivo afirmou que não participou de qualquer encontro recente com a cúpula do governo porque passou muito tempo fora do Brasil. Nas últimas semanas, ao mesmo tempo em que costurava um “acordão” com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o governo voltou a se aproximar do empresariado, tendo como principal interlocutor o empresário Jorge Gerdau.

Abilio avaliou que o momento de instabilidade no Brasil é fruto de uma crise política e defendeu que uma “união dos brasileiros” seria a saída. Mais cedo, em uma palestra, ele afirmou que o empresariado brasileiro precisa voltar a investir.

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“No momento em que voltarmos a investir, esse país explode, mas nós, do setor privado, ficamos com medo e nos retrancamos, não investimos nada”, declarou. Na sequência, ele ponderou que as companhias nas quais atua, o Carrefour e a BRF, estão “investindo pesado”. “O que temos de fazer é administrar bem as nossas empresas porque o Brasil tem uma grande crise de falta de produtividade e não estamos sendo produtivos”, acrescentou.

O empresário não quis comentar com os jornalistas a entrevista da presidente Dilma Rousseff na qual ela afirma que o governo demorou a perceber a gravidade da crise econômica e falou sobrea decisão de cortar o número de ministérios. Anteriormente, porém, ele lembrou que no início do primeiro mandato da presidente Dilma, ao participar de uma câmara de gestão criada para reunir empresários e membros do governo, defendeu uma redução no número de ministérios. “Sugeri que se reduzisse para 11 o número de ministérios e na verdade o número aumentou”, afirmou. “A máquina é tão complexa que leva a isso, tem coisas das quais se é refém”, completou.

(Com Estadão Conteúdo)