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A Venezuela e o amargo título de campeã mundial de inflação

Se a situação econômica do Brasil está ruim, na Venezuela está bem pior. As projeções divulgadas nesta terça-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), de retração de 3% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e de inflação de 8,9% ficam ofuscadas diante das estimativas para o país vizinho. O fundo estima uma queda no PIB venezuelano de 10% e 6% em 2015 e 2016, respectivamente, e inflação de 159,1% e 204,1% para os mesmos dois anos. É, de longe, a maior inflação do mundo – o próprio Banco Central venezuelano já reconheceu isso e passou a não divulgar mais os dados sobre o aumento de preços no país. No caso do PIB, a Venezuela se equipara a países às voltas com conflitos separatistas, como a Ucrânia (cuja previsão de queda é de 9%) e Guiné Equatorial (-10,2%). No relatório divulgado hoje, o FMI aponta como principal causa para o encolhimento da economia venezuela a queda no preço do petróleo, o maior produto de exportação do país. Junto com o Equador (cujo PIB deve recuar 0,6%), Brasil e Venezuela formam o trio solitário de países da América Latina que devem fechar o ano com retração econômica. (Eduardo Gonçalves, de São Paulo)

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