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A “surpreendente” reação do Banco Central frente à inflação galopante

Roberto Campos Neto enfrenta uma série de problemas que colocam até mesmo a efetividade da política monetária em risco

Por Victor Irajá Atualizado em 11 abr 2022, 16h59 - Publicado em 11 abr 2022, 11h16

Os dias não têm sido nada fáceis para o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. A greve de servidores do órgão — que se estende desde o dia 1º de abril — provocou mais uma semana sem as estimativas do mercado para índices de crescimento e inflação, medidas pelo Boletim Focus. Analistas ouvidos por VEJA temem, inclusive, que o atraso dos levantamentos impacte a decisão da próxima reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, marcada para os dias 3 e 4 de maio. Em paralelo, a maior inflação para março desde o Plano Real pegou o presidente da instituição de “surpresa”. Para não deixar dúvida, ele repetiu pelo menos três vezes a palavra “surpresa” em um encontro com investidores nesta segunda-feira, 11.

“A gente teve um índice mais recente que saiu, que foi uma surpresa. Me causou até alguma surpresa, a gente tinha mencionado que a gente estava vendo uma velocidade da passagem do combustível para a bomba um pouco mais rápida, e que esse próximo índice seria um pouco maior e o próximo, um pouco menor. Parte foi isso, mas teve outros elementos, como vestuário e alimentação fora do domicílio, que vieram uma surpresa grande”, afirmou.

Em março, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 1,62%, depois de cravar 1,01% em fevereiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira 8, esse foi o maior resultado para o mês de março desde 1994 (42,75%), antes da implantação do Real, e também está acima da expectativa do mercado financeiro, que projetava uma alta de 1,35% no mês. O indicador agora acumula alta de 3,2% no ano e, nos últimos doze meses, de 11,30%, acima dos 10,54% observados nos doze meses imediatamente anteriores e dos 10,06% registrados em 2021. Realmente surpreendente.

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