Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

À la Bolsonaro, Biden apela ao Congreso para reduzir preço da gasolina

Presidente americano busca reduzir preço do combustível cortando impostos; a proposta é de eliminar tributo federal por 90 dias

Por Larissa Quintino Atualizado em 22 jun 2022, 19h42 - Publicado em 22 jun 2022, 16h23

Em um movimento atualmente familiar no Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apelou ao Congresso por uma ajuda para tentar baixar o preço dos combustíveis e, assim, tentar desacelerar a pressão da inflação do bolso do consumidor e da própria popularidade. Nesta quarta-feira, 22, Biden pediu para que os parlamentares suspendam o imposto federal sobre a gasolina por três meses. “Ao suspender o imposto federal sobre o gás de 18 centavos pelos próximos 90 dias, podemos reduzir o preço do gás e trazer um pouco de alívio às famílias”, disse Biden, em comunicado feito na Casa Branca. 

No pedido, tal como Bolsonaro, o presidente americano também jogou parte da responsabilidade aos estados. Segundo Biden, muitos dos  estados estão desfrutando de superávits orçamentários graças ao estímulo federal à pandemia, e também deveriam suspender seus próprios impostos sobre o gás. Também pediu às refinarias e varejistas de gasolina que garantam que “cada centavo” da pausa fiscal vá para os consumidores. “Seus clientes, o povo americano, precisam de alívio agora”, disse Biden.

No Brasil, o Congresso recentemente aprovou um teto para o ICMS dos combustíveis, de 17% e zerou os impostos federais sobre a gasolina e o diesel até o fim do ano. Bolsonaro articula uma PEC com uma compensação da perda de arrecadação para estados que zeraram o imposto estadual até dezembro. 

Inflação nos EUA

Biden está pressionando para cortar os custos dos combustíveis e olha principalmente para as eleições legislativas de meio de mandato, que ocorrem em novembro. O presidente americano já havia encomendado milhões de barris de petróleo liberados da Reserva Estratégica de Petróleo — depois de suspender as importações da Rússia em retaliação à Guerra da Ucrânia —  e vem agulhando gigantes do petróleo em casa e no exterior para abrir as torneiras da produção, com pouco efeito sobre os preços nas bombas até agora. 

A média nacional de preços da gasolina EUA está pairando perto de níveis recordes, em cerca de 5 dólares o galão. Segundo a Bloomberg, o apelo de quarta-feira ao Congresso, tende a ser inútil — e mostra a fragilidae do democrata. Há pouco apetite no Parlamento – mesmo entre os democratas – para pausar as cobranças de impostos sobre a gasolina, e é improvável que os índices de aprovação de Biden estimulem os estados a agir, se já não o fizeram. 

Vale ressaltar que, antes da guerra da Ucrânia, Biden havia determinado a redução da produção de petróleo dos EUA. Agora, com os preços mais altos e a nova conjuntura, ele pede sua expansão. Baixar o preço da gasolina pode incentivar um consumo maior, contrariando seus esforços para reduzir a dependência dos EUA de combustíveis fósseis. A contradição vem sendo ignorada frente à necessidade de aumentar a popularidade do seu governo.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)