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A indústria está perdendo o interesse em investir, aponta pesquisa da CNI

Sondagem indsustrial mostra que as intenções de investimento das empresas caiu ao menor nível de 2026 em agosto

Por Juliana Elias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 ago 2026, 11h57 | Atualizado em 20 ago 2026, 12h10
A indústria está perdendo o interesse em investir, aponta pesquisa da CNI Priorizar nos meus resultados Google

A intenção de fazer investimentos da indústria brasileira vem caindo mês a mês e atingiu, em agosto, o menor nível de 2026. É o que aponta a edição deste mês da Sondagem Industrial, divulgada nesta quinta-feira, 20, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice que mede a intenção de investir da indústria caiu 0,6 ponto em agosto, passando de 53,2 para 52,6 pontos, no terceiro recuo consecutivo.

A sondagem de agosto também mostra piora nas expectativas dos empresários em relação a exportações, emprego e vendas. Os índices de expectativa de quantidade exportada e de número de empregados caíram 1,5 e 0,7 ponto, para 49,5 e 49,4 pontos, respectivamente. Com isso, os dois passaram a ficar abaixo da linha de 50 pontos, o que indica projeção de queda tanto nas vendas externas quanto no número de postos de trabalho nos próximos seis meses.

A pesquisa também verificou uma diminuição no otimismo dos empresários quanto à compra de insumos e matérias-primas e à demanda dos consumidores nos próximos meses. O primeiro índice caiu 1,2 ponto, para 51,2 pontos; o segundo recuou 0,7 ponto, para 52,6 pontos. Nesses casos, porém, os dois indicadores seguem acima dos 50 pontos, o que ainda indica a preponderância das perspectivas otimistas sobre as pessimistas.

“A queda da intenção de investimento da indústria resulta da continuidade do ambiente macroeconômico desfavorável para o setor”, explica Larissa Nocko, especialista em políticas e indústria da CNI. “Isso se deve a três motivos: o patamar elevado dos juros, o aumento dos custos de produção e a forte entrada de produtos importados. ”

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Produção cresce, mas estoques também

Em julho, o índice de evolução da produção industrial subiu 2,6 pontos e chegou aos 51 pontos. Ao cruzar a linha de 50 pontos, o indicador aponta crescimento da produção industrial em relação a junho. Foi apenas o segundo mês do ano em que isso ocorreu. A única vez havia sido em março.

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Por outro lado, o índice que mede a evolução dos estoques aumentou 1,7 ponto de junho para julho, chegando aos 51 pontos. Foi a primeira vez que o índice passou dos 50 pontos em 2026, sinalizando alta dos estoques de produtos finais da indústria após oito meses de queda.

O índice de evolução do número de empregados também cresceu, mas continua abaixo dos 50 pontos, o que significa retração dos postos de trabalho frente ao mês de junho. O indicador aumentou 0,4 ponto e chegou a 48,6 pontos em julho.

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Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) permaneceu em 70%, proporção um ponto percentual abaixo do observado em julho de 2024 e de 2025.

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