A estratégia da ASUS para elevar a participação de mercado no setor corporativo
Empresa lança notebook com suporte técnico e foco em obter a terceira maior participação de mercado
A ASUS quer aproveitar o lançamento do notebook ExpertBook P1, desenvolvido para pequenas e médias empresas (PMEs), para deixar a sexta posição e alcançar a terceira maior participação no segmento até 2030. A meta foi revelada por Rodrigo Fusco, gerente de Vendas Corporativas da ASUS Brasil, em entrevista a VEJA Negócios nesta segunda-feira, 3.
Em vez de adaptar modelos voltados ao consumidor final, a ASUS decidiu estrear no segmento com uma linha desenvolvida especificamente para empresas. O ExpertBook P1 reúne recursos de segurança, maior durabilidade, ferramentas de inteligência artificial e serviços de suporte voltados às necessidades do ambiente corporativo.
“Nosso objetivo é nos tornar o terceiro maior fabricante do Brasil até 2030. Somos um entrante no mercado corporativo, mas temos uma estratégia de médio e longo prazo”, afirmou Fusco.
A estratégia inicial é atender desde profissionais autônomos, como advogados e dentistas, até pequenas e médias empresas que buscam equipamentos com funcionalidades normalmente presentes em notebooks destinados a grandes corporações.
Segundo a empresa, esse público demanda cada vez mais recursos de inteligência artificial para aumentar a produtividade, como transcrição automática de reuniões, criação de apresentações e organização de tarefas, além de soluções de segurança para proteger dados corporativos.
O ExpertBook P1 também será vendido com garantia on-site, em que técnicos da ASUS realizam o atendimento no local, funcionando como um suporte de tecnologia para empresas que não possuem uma equipe própria de TI. O serviço faz parte da garantia padrão do equipamento, sem custo adicional, e poderá ser acionado tanto para reparos quanto para suporte técnico.
“Esse apoio sem custo adicional é voltado principalmente às pequenas empresas que não possuem uma equipe própria de tecnologia”, disse Fusco. Na avaliação do executivo, a combinação entre produto, suporte e serviços será um dos principais fatores para impulsionar a ASUS à terceira posição no mercado corporativo brasileiro.
Produção nacional reduz exposição ao tarifaço de Trump
Questionado sobre os impactos das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos importados, Fusco afirmou que a operação brasileira da ASUS deve sentir efeitos limitados.
Isso porque os notebooks comercializados no país são montados no Brasil. A empresa importa componentes e kits de montagem, mas a fabricação é realizada localmente e não há exportação dos equipamentos produzidos no país para o mercado americano.
Segundo o executivo, o principal risco seria um eventual aumento global no preço dos componentes, caso fornecedores repassem os custos decorrentes das tarifas. Ainda assim, ele avalia que a cadeia de suprimentos da ASUS tem pouca exposição direta às medidas adotadas pelos Estados Unidos.







