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À espera do Copom, mercado prevê aumento da Selic para 5,25%

O Comitê de Política Monetária vem optando por elevações de 0,75 ponto da taxa de juros, porém alta de preços criou expectativa para subida de um ponto

Por Luisa Purchio Atualizado em 4 ago 2021, 10h16 - Publicado em 4 ago 2021, 09h33

O mercado espera ansioso nesta quarta-feira, 4, pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros. Com as sucessivas altas da inflação, a expectativa de grande parte dos analistas é de elevação de um ponto porcentual (p. p.) ao ano (a. a.) no comunicado que será divulgado hoje. Dessa forma, a Selic subiria dos atuais 4,25% para 5,25%. Nas últimas reuniões, o Copom vinha optando por sucessivas altas de 0,75 ponto.

Além da alta de 100 bps nesta reunião, o mercado já faz projeções para a decisão de setembro. “A normalização ao ritmo de 100bps (1 ponto) parece adequado para a próxima reunião, evidentemente condicionando a conjuntura econômica”, diz Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos. “Em sua comunicação avaliamos que a principal alteração deverá estar associada à intenção sobre o ciclo, no qual o BC deve indicar como apropriada a condução do juro para além do neutro em função das expectativas de inflação”, diz ele.

De acordo com o último Boletim Focus, divulgado na segunda-feira 2, o mercado manteve a estimativa de aumento da Selic para 7% ao fim do ano, esperado já desde a semana passada. Há quatro semanas, o número estava em 6,5%.

Segundo a última pesquisa realizada pelo Banco Central, a mediana do IPCA agregado subiu de 6,56% na semana anterior para 6,79%, se distanciando ainda mais do centro da meta do Banco Central, de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. Há quatro semanas, o número estava em 6,07%.

O principal gatilho para a alta da taxa de juros básica da economia é a alta de preços dos itens que compõem os custos de moradia, como a bandeira vermelha da conta de energia elétrica e o encarecimento do gás de botijão e gás encanado, como mostrou a prévia do IPCA-15 de julho divulgada pelo IBGE.

A revisão vai ao encontro da projeção da mediana da Selic feita pelos Top 5, ou seja, as cinco instituições que mais acertam as estimativas. Desde o dia 26 de junho, os Top 5 projetam que a Selic Over de curto prazo alcançará 7% a.a. no ano. Desde a última semana, porém, estas instituições subiram ainda mais as projeções, para 7,50% a.a. no fim de 2021 e 7% a.a. do fim de 2022.

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