A empresa por trás dos patinetes amarelos que se espalham por São Paulo
Whoosh já investiu R$ 340 milhões no Brasil e pretende dobrar sua frota para 20 mil veículos até o fim de 2026
Quem circula por algumas das principais capitais brasileiras provavelmente já se deparou com os patinetes elétricos amarelos da Whoosh. A empresa de micromobilidade, que desembarcou no Brasil em 2023, acelera agora sua expansão no país: após investir 340 milhões de reais na operação brasileira, a companhia pretende dobrar sua frota e chegar a 20 mil veículos até o fim de 2026.
A Whoosh iniciou sua atuação nacional por Florianópolis, com 1,3 mil patinetes. Três anos depois, a frota alcançou 10 mil unidades distribuídas pelas cidades em que a empresa opera. Desde a chegada ao país, o serviço acumula mais de 10 milhões de corridas e 1,8 milhão de usuários.
Os investimentos realizados até agora estão distribuídos entre diferentes mercados. O Rio de Janeiro recebeu o maior montante, de 110 milhões de reais, seguido por São Paulo, com 90 milhões de reais. Florianópolis recebeu 65 milhões de reais; Porto Alegre, 60 milhões de reais; e Recife, 15 milhões de reais. Na capital paulista, onde a empresa mantém atualmente 3 mil patinetes, já foram realizadas mais de 2 milhões de corridas desde o início da operação. Pinheiros, Vila Olímpia e Itaim estão entre as regiões com maior concentração de viagens.
A expansão ocorre em meio a uma mudança no perfil de utilização dos veículos, segundo a companhia. Se inicialmente os patinetes eram mais associadas ao lazer, a Whoosh afirma observar uma maior incorporação do serviço aos deslocamentos cotidianos. Em São Paulo, os períodos de maior utilização são entre 7h e 9h e das 17h às 19h, coincidindo com os horários de ida e volta do trabalho. “Percebemos que a população tem incorporado cada vez mais a micromobilidade à rotina. Um comportamento que inicialmente estava muito ligado ao lazer vem migrando para o uso diário, especialmente nos deslocamentos de última milha”, afirma Cadu Souza, diretor de Operações da Whoosh.
Os trajetos também ajudam a mostrar como o serviço vem sendo utilizado. A corrida média em São Paulo tem 2,5 quilômetros, com as patinetes sendo usadas principalmente em percursos curtos, como a ligação entre residências, estações de transporte público e o destino final. Cerca de 40% das corridas da companhia são feitas por assinantes.
Além de aumentar a quantidade de veículos nos mercados em que já atua, a Whoosh avalia a entrada em novas cidades. A companhia considera, entre outros fatores, o potencial da micromobilidade para complementar os deslocamentos cotidianos da população antes de decidir pela abertura de uma nova operação.
O crescimento da frota também aumenta o desafio de organizar a circulação e o estacionamento dos veículos. Para isso, a empresa utiliza geofencing, tecnologia que delimita por GPS os locais em que uma corrida pode começar ou terminar. A intenção é evitar que as patinetes sejam deixadas fora dos pontos determinados.
A Whoosh afirma ainda manter equipes em funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana, responsáveis por manutenção, recarga, segurança e redistribuição dos veículos. A localização dos pontos de estacionamento e eventuais limites de velocidade são definidos considerando características de cada região e em alinhamento com autoridades locais. “A expansão da micromobilidade precisa acompanhar uma operação estruturada, que considere as características de cada cidade e a segurança de quem utiliza o serviço e de quem circula pelas ruas”, afirma Souza.





