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A cada hora fora do ar, sites perdem R$ 1,5 mi na Black Friday

Em ano de crise, grandes varejistas já se preparam para manter a regularidade de serviços durante a famosa sexta-feira de descontos, aponta diretora para varejo do Google

Em um ano de vendas fracas para o varejo, as grandes empresas do setor têm se preparado como nunca para desovar seus estoques em datas estratégicas. A aposta é grande para a Black Friday, a famosa sexta-feira de descontos, marcada para o dia 27 de novembro, em que o comércio eletrônico deve faturar até 1,9 bilhão de reais, segundo dados do e-bit.

Um dos principais desafios para as varejistas, com intensificação do tráfego de compradores, é manter seus sites online. Se mal sucedida, a missão pode custar caro: a cada hora fora do ar, as grandes empresas do país perdem cerca de 1,5 milhão de reais durante a Black Friday, indica uma estimativa do Google, que leva em conta as 50 maiores varejistas do país em termos de faturamento.

A diretora de negócios para varejo do Google Brasil, Cláudia Sciama, destaca que, em ano de crise, há uma preocupação crescente das empresas em manter a normalidade de seus serviços durante o evento. “Os sites têm suas próprias equipes de TI e uma preocupação gigante em manter seus serviços. Fazem os chamados testes de estresse, mas, na prática, o tráfego de consumidores pode ser muito maior do que o estimado”, ressalta.

Apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor, Cláudia diz que há um grande potencial de crescimento represado no varejo online, o que deve impulsionar o setor. Pesquisa inédita do Google mostra que 62% dos brasileiros ainda não conhecem a data. Muitos deles, segundo a diretora, se tornarão compradores digitais com a disseminação do uso de smartphones. Dos entrevistados que compraram no ano passado, 82% pretendem comprar este ano, uma alta taxa de conversão – e que sepulta o estigma de “Black Fraude”, que afetou a imagem do evento em 2012, com promoções na linha “metade do dobro”. “No ano passado, 18% dos compradores online estavam comprando pela primeira vez e o tíquete médio da data cresceu 32%, chegando a 522 reais”, destaca.

Ao cruzar dados de intenção de compra, o levantamento indica que este ano a Black Friday será do smartphone. “Consumidores que compraram celulares querem atualizar seus modelos e, quem adquiriu outros tipos de produtos, como roupas ou TVs, querem comprar smartphones”, diz Cláudia. Outra tendência que deve se repetir este ano é a antecipação das compras. Em 2014, durante a quinta-feira, véspera do evento, o volume de buscas no e-commerce brasileiro superou o de qualquer dia do ano, e atingiu o pico às 22 horas.

Além da Black Friday, os organizadores do evento no Brasil lançaram neste ano o Cyber Monday Brasil, uma data que promete ser a “última promoção do ano”. A data, que já é praticada pelas empresas de comércio eletrônico nos EUA na segunda-feira após o feriado do Dia de Ação de Graças, é estratégica para o Brasil. Isso porque termina, em dezembro, a vigência da Lei do Bem, que dá incentivos tributários para fabricação e venda de equipamentos eletrônicos no país, o que, na ponta, resulta em preços mais baratos para o consumidor.

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