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26% dos alemães apoiariam partido antieuro, informa pesquisa

Apesar de os partidos políticos mostrarem-se a favor do euro, os cidadãos estão descontentes com as inúmeras ajudas financeiras que a Alemanha dá a países como a Grécia

Por Da Redação - 11 mar 2013, 10h38

Um quarto dos alemães votaria nas eleições federais de setembro em um partido que queira se desalinhar com a União Europeia e deixar de usar o euro como moeda, de acordo com uma pesquisa de opinião publicada nesta segunda-feira, que destaca o desconforto dos alemães com os custos da crise da zona do euro. Os principais partidos da Alemanha permanecem firmes a favor do euro, apesar de reclamarem de ajudas financeiras a países como a Grécia.

Um tabu alemão sobre o nacionalismo, enraizado pelos crimes da era nazista, tem ajudado a abafar as vozes contrárias ao euro. Mas a pesquisa realizada pela TNS-Emnid para a revista semanal Focus mostrou que 26% dos alemães consideram apoiar um partido que queira tirar a Alemanha do bloco do euro. O apoio sobe para 40% dos alemães na faixa etária de 40 a 49 anos.

“Isso sugere que há potencial para um novo partido de protesto”, disse o chefe do Emnid, Klaus Peter Schoeppner, à Focus. A pesquisa ouviu opiniões de uma amostra representativa de 1.007 pessoas entre 6 e 7 de março. Um novo movimento antieuro chamado “Alternativa para a Alemanha” (AFD), que inclui na maioria acadêmicos e empresários, deve realizar sua primeira reunião nesta segunda-feira em um subúrbio ao norte de Frankfurt.

Um de seus fundadores, o professor de economia Bernd Lucke, disse à Focus que não estava preocupado se seria capaz de levantar as 2.000 assinaturas necessárias em cada região alemã para participar de eleição federal de setembro. O site do AFD (www.alternativefuer.de) entrou no ar na semana passada e sua conta no Twitter (@wahlalternativ1) tem 690 seguidores. “Vamos colocar um fim a este euro!” é a mensagem na primeira página do site.

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“A República Federal da Alemanha está na mais profunda crise de sua história. A introdução do euro foi um erro fatal que ameaça nossa prosperidade. Os velhos partidos são desgastados. Eles estão teimosamente se recusando a admitir seu erro e corrigi-lo”, disse.

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