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Whitney Houston é homenageada e deixa filme inédito

Por Da Redação 13 fev 2012, 09h45

Por AE

São Paulo – A cena, emblemática nos anos 90, mostra uma cantora poderosa, de atitude vibrante e com a confiança de quem tem o mundo a seus pés, desfalecer. No instante seguinte, sem forças, está rendida nos braços de seu guarda-costas, vencida. Sua voz, silenciada. Ápice do filme “O Guarda-Costas”, a passagem trágica ilustra com precisão o que reservaria a sua intérprete. Whitney Houston, dona de uma das vozes mais potentes de sua geração, foi encontrada morta no sábado à tarde (horário local), na banheira da suíte de um hotel em Beverly Hills, nos EUA. A cantora de 48 anos se preparava para a participação que faria em uma festa pré-Grammy. Whitney já não tinha vez no evento principal de ontem à noite, considerado o Oscar da música, que ela venceu seis vezes. Numa triste ironia, ela voltou, uma vez mais, ao palco maior do Grammy, para ser imortalizada entre as grandes divas da música. O tributo ficou a cargo de Jennifer Hudson, uma das muitas jovens cantoras que obtiveram sucesso seguindo a trilha aberta majestosamente por Whitney.

O corpo da cantora foi encontrado submerso na banheira. A autópsia, que vai revelar a causa da morte, foi realizada ontem, mas seu resultado depende do exame toxicológico, que levará de quatro a seis semanas para ser concluído. De acordo com o site americano TMZ, a cantora estaria sob efeito de Xanax, tranquilizante usado no tratamento de ansiedade e depressão. Sem indícios de drogas, a suspeita é de que Whitney tenha adormecido na banheira e morrido afogada. Paramédicos tentaram reanimá-la por 20 minutos. A cantora conversou com a mãe horas antes; Cissy Houston disse que a filha parecia normal.

Whitney deixa uma filha, Bobbi Kristina, de 18 anos, fruto do conturbado casamento com o também cantor Bobby Brown, fãs chorosos, e um legado de 200 milhões de discos vendidos. A união com Brown, aliás, marcada por escândalos, brigas e drogas, foi selada em 1992, ano de sua consagração com o filme “O Guarda-Costas”, protagonizado por ela. Com a fervorosa “I Will Always Love You” como carro-chefe, a trilha sonora se tornaria um dos 10 álbuns mais vendidos de todos os tempos, e lhe daria três Grammy.

O turbilhão do sucesso de Whitney seria eclipsado muitas vezes por sua conturbada vida matrimonial – Whitney chegou a ser fotografada com hematomas no rosto e inclusive denunciou Brown por violência doméstica. Uma grande contradição para a cantora, que irrompeu no cenário gospel cantando a plenitude a partir do amor.

Em 1985, fez uma estreia magnânima com o álbum “Whitney Houston”, catapultado pela balada “The Greatest Love of All”, que vendeu 13 milhões de cópias e renderia o primeiro Grammy. Dois anos depois, mais um, com “I Wanna Dance With Somebody”.

Whitney parecia destinada à grandeza desde a infância. Além da prima Dionne, a mãe era cantora gospel e corista de Aretha Franklin, sua madrinha. Ela também iniciaria na igreja, mas alçaria voo.

Um longo hiato de sucessos seria quebrado ainda nos anos 90, com o sexto Grammy, pela dançante “It´s Not Right But It´s Okay” (1999). Mas uma década obscura viria, e os anos 2000 decretariam sua ruína. Whitney alternou-se em aparições ora alteradas, ora cadavéricas, foi e voltou para a reabilitação, e perdeu-se. Em 2009, em entrevista à Oprah Winfrey, admitiu que sua voz nunca mais seria a mesma. Nem sua vida, que caminhava para um triste fim. Uma última alegria, no entanto, está reservada aos fãs. Whitney estará no remake do filme “Sparkle” (1976), em pós-produção, baseado na história do The Supremes. As informações são do Jornal da Tarde.

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