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Vereador que ameaçou prender Pabllo Vittar reafirma notícia falsa

Em nota, parlamentar de Ponta Grossa (PR) não assume ter sido enganado por boato sobre 'turnê' da cantora em escolas e diz que não quis ofendê-la

Por Da redação - Atualizado em 18 out 2017, 18h26 - Publicado em 18 out 2017, 18h21

Depois de se deixar enganar por uma notícia falsa que circulou na internet e, em função dela, ameaçar prender a cantora Pabllo Vittar, o vereador Ezequiel Bueno (PRB), da cidade de Ponta Grossa (PR), reafirmou nesta quarta-feira que acredita no boato de que Pabllo e o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) fariam uma “turnê” pelas escolas brasileiras, ensinando as crianças sobre diversidade sexual.

Por meio de nota assinada por seu gabinete parlamentar, o vereador explica ter ficado “preocupado” com a notícia, porque a cantora irá à cidade para um show na Munchen Fest, tradicional evento com inspirações na cultura alemã, que ocorrerá entre os dias 5 e 10 de dezembro.

Embora a notícia falsa que levou ao virulento discurso de Ezequiel Bueno tenha sido divulgada por meio de um tuíte, desmentido por Jean Wyllys, Bueno afirma na nota que a informação foi “veiculada por diversos meios de comunicação”. Ele não faz menção em nenhum momento ao fato de ter se enganado e se desculpa apenas pelos “excessos” em seu discurso na tribuna da Câmara Municipal.

Ele diz ainda que “não teve a intenção de ofender” Pabllo Vittar, mas somente defender o plano de educação da cidade, que não inclui ideologia de gênero e diversidade sexual, e ressalta que seu maior compromisso é defender “a família e as crianças”.

Em sua fala na Câmara de Ponta Grossa, na última segunda-feira, o vereador queixou-se de que a cidade receba “esse tipo de show” porque é “uma cidade família e conservadora”. Ezequiel Bueno, que também é pastor, chegou a ameaçar a artista de prisão.“Quem quiser ir assistir, pode ir. Agora, se inventarem de sair pra rua e ir nas escolas, eu vou prender. Vou prender, nem que depois eu seja preso por abuso de autoridade”, disse.

Ainda segundo a assessoria do vereador, as declarações dele sobre o show de Pabllo também não tinham intenção de ofender a artista ou qualquer outra pessoa, mas defender a terceirização do evento, que já foi alvo de CPI na Câmara Municipal.

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