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Vaidade de Rodrigão reflete insegurança, diz psicanalista

Tema foi uma das principais pautas da edição desta terça do reality show

Por Maria Carolina Maia 16 mar 2011, 12h57

Alvo da edição do programa que foi ao ar nesta terça-feira, pela Globo, o BBB Rodrigão protagonizou um quadro pouco favorável à sua imagem. Numa sátira ao cada vez mais animalesco Globo Repórter, viu-se uma reportagem de mentirinha em que um bicho peculiar, o Pavão Drigão, de sexualidade dúbia e hábitos pautados pela vaidade, é apresentado em pormenores. Tema constante no Big Brother Brasil 11, a vaidade de Rodrigão é, para o psicanalista Luiz Alberto Py, um provável fruto da sua insegurança.

“A vaidade pode ter origens diferentes. O que é claro nesta edição é que Rodrigão está construindo uma personalidade extremamente insegura”, diz Py, psicanalista que trabalhou nas três primeiras edições do reality show. “Quando a pessoa é insegura, ela sente necessidade de ressaltar suas qualidades, como forma de provar a si mesmo que tem valor e superar a sensação de que é inferior.”

O hábito que o modelo paranaense tem de cuidar constantemente de si mesmo, ajeitando o cabelo em frente ao espelho ou depilando as pernas debaixo do chuveiro, foi retomado no final do programa desta terça por Pedro Bial, quando o apresentador se dirigiu à casa para anunciar o resultado do paredão, que terminou com a eliminação da passista Jaqueline, com 63% dos votos do público.

“Vaidade é o substantivo abstrato relativo ao adjetivo vão”, dizia Bial, enquanto as câmeras focalizavam Rodrigão. Embora o Mister Paraná sustente a mesma imagem ao longo de sua estadia no reality, sempre controlada e calculadamente penteada, é possível notar que a testa do modelo está mais vincada, certamente em decorrência da tensão vivida no confinamento. “No início do (livro) Eclesiastes, na Bíblia, onde se lê ‘vaidade, vaidade, tudo é vaidade’, entenda-se: em vão, em vão, tudo é em vão sob o sol”, continuou Bial.

Rodrigão e Adriana, no dia seguinte ao primeiro beijo: frieza e discussão da relação (interna)
Rodrigão e Adriana, no dia seguinte ao primeiro beijo: frieza e discussão da relação (interna) VEJA

Depois, num de seus típicos momentos esquizoides, e também numa possível estocada na misoginia característica de Rodrigão, o jornalista fez um link do tema vaidade com o samba Ai, que Saudades da Amélia, de Ataulfo Alves e Mario Lago. “Não, Amélia não era mulher de verdade, era uma mulher inventada pelo homem.”

A difícil relação do modelo com as mulheres foi marcante ao longo do BBB11. Rodrigão até se envolveu com Adriana, modelo como ele, mas sempre a tratou com distanciamento e desdém, chegando a afastá-la com o braço depois de beijá-la. E sempre preferiu a companhia dos homens à das mulheres na casa. Juntos, ele, Diogo e Mauricio trocaram carinhos diversos e procuraram combinar votos para eliminar as inimigas.

Para Luiz Alberto Py, a preferência de Rodrigão pela companhia masculina não deve ser lida como uma opção sexual, como gosta de insinuar o pernambucano Daniel. “Homem se dá melhor com homem do que com mulher. Eles fazem clube do bolinha, isso é normal”, diz. Para o psicanalista, homens preferem fazer amizades entre si porque a relação é mais fácil e direta, sem joguinho. “Em outras espécies, também é assim. Entre os machos, as relações se resolvem de maneira melhor. Já as mulheres podem carregar coisas mal resolvidas por anos”, afirma, ressaltando que o hábito em questão não é particularidade do Pavão Drigão.

Quanto à misoginia do modelo, Py prefere não opinar. Como psicanalista, ressalta que tudo pode ter origem na infância e que seria preciso conhecer melhor Rodrigão. Procurada pela reportagem, a mãe do modelo não quis dar entrevista. Análises freudianas à parte, restam as a opinião pública, alimentada pela edição do BBB. Os votantes – a maioria, mulheres – vão decidir se punir ou premiar o comportamento do pavão.

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