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Último capítulo de ‘Amor e Revolução’ pode ter novo beijo gay

Novela do SBT apostou na ditadura militar como contexto histórico, mas acabou marcada pela relação homossexual entre personagens de Gisele Tigre e Luciana Vendramini

Por Da Redação 13 jan 2012, 15h19

O beijo gay que pôs Amor e Revolução na história da teledramaturgia brasileira pode ter reprise no último capítulo da novela, que vai ao ar nesta sexta, a partir das 22h35, sem reexibição no sábado. O autor do folhetim, Tiago Santiago, promete seguir a escolha do público em enquete lançada pelo site do SBT. Na pesquisa, o espectador vota no final de Marcela (Luciana Vendramini): se ela termina com Marina (Gisele Tigre) ou com Mário (Gustavo Haddad).

O resultado parcial da enquete não é divulgado no site, mas em pesquisa anterior da emissora, que perguntava ao espectador de quem Marina realmente gostava, a maioria votou em Marcela. Enquete do site de VEJA também apontou para o mesmo final.

https://youtube.com/watch?v=Uuy4MoVxY3Y

“Creio que haverá beijo, se a maioria do público decidir que elas devem ficar juntas”, diz Tiago, que se orgulha de ter escrito a cena do primeiro beijo gay da teledramaturgia nacional. “Fui francamente aplaudido pela enorme minoria homossexual, e mesmo entre heterossexuais, com apenas uma ou outra reação homofóbica”, afirma. “Acho que foi um passo no sentido da plena aceitação de homossexuais, e que será lembrado até no meu obituário.”

O beijo marcou tanto a novela que o contexto histórico da ditadura militar, inicialmente a promessa de diferencial da trama, ficou em segundo plano quando se fala em Amor e Revolução. O próprio Santiago não se vê fazendo um novo folhetim passado no período. “Talvez, um dia, faça uma minissérie ou um filme ou romance a respeito. Não pretendo voltar a fazer novela sobre o assunto.”

O próximo trabalho de Tiago Santiago ainda é uma incógnita. O autor apresentou quatro projetos para o SBT e aguarda resposta da emissora. O contrato do novelista com o canal vai até 2013.

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