Três estreias imperdíveis dos cinemas em outubro
Sátira com Tom Cruise, bastidores do Facebook e drama premiado em Cannes estão entre os destaques do mês
Outubro chega com uma safra forte de estreias nos cinemas. Além dos filmes infantis e de terror, puxados pelo Dia das Crianças e pelo Halloween, o mês recebe títulos que passaram pelos grandes festivais internacionais e já se posicionam na corrida pelo Oscar. Confira três longas que valem a ida ao cinema.
Digger (1º de outubro)
Novo longa do mexicano Alejandro González Iñárritu (O Regresso), o filme traz Tom Cruise como Digger Rockwell, considerado o homem mais poderoso do mundo graças aos negócios de petróleo herdados da família. Depois de provocar um desastre ambiental sem precedentes, ele tenta salvar a própria reputação. Repleta de sátiras aos donos de grandes fortunas, a produção pode render a Cruise o primeiro Oscar competitivo da carreira. Em 2025, o ator recebeu uma estatueta honorária da Academia.
O Outro Lado das Redes (22 de outubro)
Roteirista de A Rede Social, Aaron Sorkin volta aos bastidores do Facebook, agora também como diretor. O filme se baseia na série de reportagens do Wall Street Journal publicada em 2021 a partir de documentos internos vazados da empresa. O material expôs os efeitos negativos da plataforma na saúde mental dos usuários e as falhas na moderação de discurso de ódio e desinformação. A trama acompanha a aproximação entre a ex-gerente de produto do Facebook Frances Haugen (Mikey Madison), responsável pelo vazamento, e o repórter do jornal Jeff Horwitz (Jeremy Allen White). Jeremy Strong (Succession) interpreta Mark Zuckerberg.
A Terra do Meu Pai (29 de outubro)
Vencedor do prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes deste ano, dividido com os espanhóis de La Bola Negra, o novo filme do polonês Paweł Pawlikowski (Ida) se inspira na vida de Thomas Mann (Hanns Zischler), um dos maiores romancistas do século XX e Nobel de Literatura em 1929.
A história se passa em 1949, na Guerra Fria, quando Mann volta à Alemanha após dezesseis anos de exílio. Ao lado da filha Erika (Sandra Hüller), ele atravessa de carro o país dividido, de Frankfurt, sob controle americano, até Weimar, sob domínio soviético. O longa é o representante da Polônia no Oscar de Filme Internacional.







